<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940</id><updated>2011-12-28T00:30:03.545Z</updated><title type='text'>Ob-la-di, Ob-la-da!</title><subtitle type='html'>About 'a day in the life' of a 'nowhere man' through 'the long and winding road' of his 'magical mystery tour', how much it costs a 'ticket to ride' and how much to 'get back'. 'Come together'!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-750192446803826409</id><published>2009-11-06T19:54:00.008Z</published><updated>2009-11-06T20:01:44.177Z</updated><title type='text'>Um dia com Syd Barrett (parte 1)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR_UPNbI6I/AAAAAAAAJc8/4xt2ITYox7A/s1600-h/syd_barrett.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 243px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR_UPNbI6I/AAAAAAAAJc8/4xt2ITYox7A/s320/syd_barrett.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401081838781014946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Roger, para os íntimos. &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Terça-feira, 28 de outubro de 2008, cedo da manhã. Ziguezaguei mal dormido e mal humorado até o carro dez minutos antes do prazo do meu ticket de estacionamento vencer, só para descobrir que já havia sido multado. Esfreguei a ramela do olho, reajustei o foco e olhei ao redor para finalmente enxergar o que me falhou na escuridão da noite anterior: o poste com o aviso dizendo '&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO ESTACIONE DESTE LADO DA RUA&lt;/span&gt;'. Lembrei-me então de que, ao tentar sair do veículo na noite anterior, bati a porta neste mesmo poste e ainda praguejei algo do tipo 'Quem foi o imbecil que colocou essa merda aqui&lt;span lang="en-GB"&gt;?&lt;/span&gt;'. Pergunta respondida, &lt;span lang="en-GB"&gt;£120 libras mais pobre, chacoalhei a poeira, dei a volta por cima e decidi que nada estragaria aquele dia especial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Encontrei-me com o Frank as 11 da manhã do outro lado de Londres e juntos partimos em uma viagem de uma hora e meia para Cambridge, onde rolava o 'City Wakes', &lt;span lang="en-GB"&gt;evento planejado e realizado pela família e pelos amigos mais próximos de Syd Barrett para celebrar sua vida e sua obra. Se você ainda não sabe quem é esse tal de Syd Barrett, favor clicar no link e ler meu antigo post entitulado, veja você, &lt;a href="http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2006_10_01_archive.html"&gt;Syd Barrett&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="en-GB"&gt;&lt;a href="http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2006_10_01_archive.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Chegamos em Cambridge atrasados como sempre, estacionamos o carro e corremos como loucos rumo ao ponto de encontro, sem tirar os olhos das direções dadas pelo GPS que Frank segurava firmemente a sua frente. Cinco minutos mais tarde, já sem folego e com aquela dor aguda na lateral do abdômem, resolvemos parar e recalcular a rota, dessa vez lembrando de selecionar a opção 'walking route&lt;span lang="pt-BR"&gt;'&lt;/span&gt;. O GPS piscou, calculou e lançou: 'Retorne assim que for possível', indicando que corriamos na direção contrária, obedecendo as leis de trânsito em uma rua de mão única. Trocamos olhares decepcionados e sem forças para reclamar, demos meia volta e mancamos sofrida e lentamente na direção correta. Alcançamos a Wheeler Street 10 minutos atrasados e encontramos David Gale, cercado por um pequeno grupo de pessoas e uma equipe de TV norueguesa, nos esperando para começar o primeiro passeio turístico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;David Gale e Syd Barrett se tornaram amigos na adolecência em Cambridge, tiveram suas primeiras experiências com drogas juntos e mudaram-se para Londres em 64 onde Syd mais tarde se uniu ao Pink Floyd. Lá eles dividiram um flat de 2.5 por 3.5 metros, sem água quente em Tottenham Street W1. Hoje Gale, 62 anos, em seu pesado sobretudo negro, desbotado com o uso excessivo em uma cidade muito fria e úmida, nos levava para um passeio por aquelas ruas medievais, apontando os principais pontos de encontro da galera nos anos 60 e contando histórias sobre os personagens mais marcantes na vida de Syd.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Começamos o passeio à beira do rio Cam numa área gramada chamada Laundress Green onde os adolecentes da época deitavam-se para fumar o sagrado baseado em frente ao pub The Mill, na Mill Lane. Lá Gale descreveu o impacto comum causado pela diária chegada de Syd, um estudante de artes jovem alto e forte que vestia calças jeans pintadas e apertadas o suficiente para desafiar as leis da física, camisa para fora da calça coberta por um &lt;i&gt;smock&lt;/i&gt; (espécie de avental usado por alunos de arte) e óculos wraparound de plástico preto. O impacto era acentuado pelo seu andar característico de pavão saltitante que acentuava o balançar, para cima e para baixo, de seu cabelo, comprido (para os padrões da época) e encaracolado. Gale lembrou-se de que, apesar desse visual cool e arrogante, Syd era uma pessoa amena e receptiva, que interagia com todos de maneira alegre, jamais demonstrando qualquer sinal de um dark side.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;style&gt;  &lt;!--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;&lt;/style&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deixamos o gramado e caminhamos cerca de cinco minutos por ruas estreitas até uma ruela chamada Market Passage, escondida no emaranhado g&lt;span lang="pt-BR"&gt;ótico&lt;/span&gt; do centro dessa cidade que merece ser visitada. Paramos em frente ao 'Café Ta Bouche', um coffe shop muito simples e vazio, aos pés de uma quadra recém reformada e pouco atraente. David Gale nos contou então que nos anos 60 esse lugar não era uma café, mas sim, um pub chamado 'The Criterion', frequentado por soldados Americanos, Teds (sujeitos atrasados em moda e gosto musical), Beatnicks (hippies), mecânicos baixinhos e invocados e estudantes jovens, como Syd e David, geralmente disfarçando a idade para não serem arremessados para fora pelos filhos do dono do bar, os irmãos Hart, renomados pelo modo psicótico com o qual resolviam pendengas profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;style&gt;  &lt;!--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Terminamos nosso passeio em frente ao 'Corn Exchange', principal casa de shows de Cambridge na Wheeler Street, bem em frente ao centro de informações turísticas, exatamente onde nosso passeio começou. Depois de deixar o Pink Floyd em 1968, Syd voltou para Cambridge e saiu dos olhos do público por alguns anos. Em 1972, ele montou uma banda de vida curta chamada 'Stars' com ex-membros da banda londrina 'Pink Fairies' e foi aqui no 'Corn Exchange' que eles marcaram shows esperados por fans como uma possível ressurreição. David começou então a descrever o comportamento desastroso de Syd durante os shows mas teve sua narração interrompida por uma dezena de estudantes que passavam aos gritos em bicicletas de cestinha, aparentemente o meio de transporte mais comum daqui. Passada a poluição sonora, ele continuou a contar que Syd, durante essas gigs, ficava tocando acordes desafinados e desconexos, imóvel, com a maquiagem negra dos olhos derretendo rosto abaixo, sem nenhuma noção do que acontecia ao seu redor. A luz que ele antes radiava havia se apagado, sentimento competentemente descrito mais tarde pelo próprio Pink Floyd em 'Shine On You Crazy Diamond' com trechos da letra que rezam: "Lembra-se de quando eramos jovens? Você brilhava como o sol. Agora seus olhos são como buracos negros no céu".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Twink, o baterista dessa fatídica banda, relembra que alguns dias depois do último show no Corn Exchange Syd parou ele na rua, mostrou um jornal com a crítica do show e pediu as contas alí mesmo. Outras tentativas de capitalizar em cima do nome de Syd Barrett aconteceram mais tarde, sem sucesso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-750192446803826409?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/750192446803826409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=750192446803826409&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/750192446803826409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/750192446803826409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2009/11/um-dia-com-syd-barrett-parte-1_06.html' title='Um dia com Syd Barrett (parte 1)'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR_UPNbI6I/AAAAAAAAJc8/4xt2ITYox7A/s72-c/syd_barrett.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-7993492293584860029</id><published>2009-11-06T18:41:00.014Z</published><updated>2009-11-06T19:49:00.686Z</updated><title type='text'>Um dia com Syd Barrett (parte 2)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O evento City Wakes oferecia várias atividades no decorrer daquele dia, muitos deles acontecendo simultaneamente, forçando-nos a ter que escolher quais deles seria deixado para trás. Decidimos dar um pulo no &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;MIND OVER MATTER&lt;/font&gt; na Grand Arcade, St Andrew's Street, para dar uma olhada nessa exposição com fotos e capas de albuns do Pink Floyd por &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;Storm Thorgerson&lt;/font&gt;. Foi fácil decidir por essa exposição já que, segundo alguns outros atendentes desse evento, havia uma grande possibilidade de conhecer Storm pessoalmente. A sorte, porém, não estava do nosso lado e tivemos que nos contentar em rever um bando de imagens que já estavamos carecas de ver. (Hey, pelo menos esses eram os originais!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saimos da Grand Arcade e caminhamos, mais uma vez nos perdendo, para a Ruskin Gallery para conferir o &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;THE OTHER ROOM&lt;/font&gt;, exposição de quadros, fotos e cartas de Syd durante e depois do sucesso do Pink Floyd. Aí vão algumas fotos que tirei alí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR4xHvFVoI/AAAAAAAAJc0/d8mFSQ15DLs/s1600-h/DSC05899.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR4xHvFVoI/AAAAAAAAJc0/d8mFSQ15DLs/s400/DSC05899.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401074638409520770" border="0"&gt;&lt;/a&gt;Red Crosses (Data desconhecida)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR4kx9OucI/AAAAAAAAJcs/72kXmn0wiIg/s1600-h/DSC05886.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR4kx9OucI/AAAAAAAAJcs/72kXmn0wiIg/s400/DSC05886.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401074426404846018" border="0"&gt;&lt;/a&gt;Auto Retrato em madeira (1964)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR4WGUpz7I/AAAAAAAAJck/JEzvFx7pHOI/s1600-h/DSC05880.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR4WGUpz7I/AAAAAAAAJck/JEzvFx7pHOI/s400/DSC05880.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401074174173761458" border="0"&gt;&lt;/a&gt;Field and Flowers (2002)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR37U2yXDI/AAAAAAAAJcc/yv7I1Y53Xa0/s1600-h/DSC05882.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR37U2yXDI/AAAAAAAAJcc/yv7I1Y53Xa0/s400/DSC05882.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401073714218556466" border="0"&gt;&lt;/a&gt;Little Red Rooster (1966)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-7993492293584860029?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/7993492293584860029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=7993492293584860029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/7993492293584860029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/7993492293584860029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2009/11/um-dia-com-syd-barrett-parte-2.html' title='Um dia com Syd Barrett (parte 2)'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvR4xHvFVoI/AAAAAAAAJc0/d8mFSQ15DLs/s72-c/DSC05899.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-9056163290073648463</id><published>2009-11-06T18:02:00.017Z</published><updated>2009-11-10T12:21:44.004Z</updated><title type='text'>Um dia com Syd Barrett (parte 3)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvRlvmrSrfI/AAAAAAAAJb8/cC3vmWGKpsc/s1600-h/Syd_Barrett_tights.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 210px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvRlvmrSrfI/AAAAAAAAJb8/cC3vmWGKpsc/s320/Syd_Barrett_tights.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401053721634450930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;ALL AT ONCE: THE HAPPENING&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;St Paul's Church&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Cambridge&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Saimos da Ruskin Galery em silêncio, ambos imaginando o quão arriscado teria sido levar um dos quadros embora para casa. Depois de expôr nossos planos de roubo abertamente e concluir que o risco era um pouco alto demais, Frank tentou me convencer a voltarmos para Londres onde ele teria uma sessão de gravação às 8 da manhã do dia seguinte. Negociamos e decidimos dar uma passada rápida no último evento do dia: The Happening. Caminhamos debaixo de chuva até a St Paul's Church na Hills Road. Tanto eu quanto Frank não sabíamos o que esperar pois as descrições no programa impresso eram vagas e confusas. Sabíamos que a participação da audiência seria importante e que nossa presença era uma forma de contribuir com os esforços dos organizadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Fomos recebidos no saguão de entrada da igreja por uma mulher de meia idade claramente vestida para uma festa a fantasia. Enquanto equilibrava uma prancheta, uma caneta e uma taça de vinho tinto, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ela nos explicou as regras do 'jogo'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Disse que tinhamos que ficar à vontade, não desligar o telefone, fazer e receber o máximo de ligações possíveis e que podiamos caminhar por qualquer área do evento, incluindo o palco, onde uma tela em branco e pincéis com tinta eram oferecidos para quem quisesse deixar sua marca. Ela nos disse também que os performers do evento haviam recebido uma pilha de placas que, virando uma a uma, informariam o que deveria ser feito e por quanto tempo. 3 placas diferentes estavam embaralhadas e distribuidas entre os artistas com as seguintes instruções: 'Tocar por 3 minutos', 'Falar por 3 minutos' ou 'Silêncio por 5 minutos', o que garantiria a atmosfera inusitada da apresentação. Depois de anotar nossos nomes e telefones na prancheta, ela nos apontou a porta de entrada que nesse mesmo instante se abria para um ser vestido de Elvis Presley, com uma peruca pichaim grande o suficiente para arruinar a visão de qualquer infeliz que tivesse o azar de sentar atrás dele, que procurava uma área aberta para fumar seu cigarrinho. Ele sorriu, disse oi e nos deu passagem apontando para dentro da igreja com a mesma mão que também segurava sua taça de vinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ao passar por aquela pequena porta de madeira de acesso à nave principal da igreja, viajamos no tempo e no espaço, entendendo imediatamente porque aquele evento seria o principal da semana. Segundos atrás, nos encontravamos em uma igreja no centro de Cambridge. Agora estavamos no UFO club, na Tottenham Court Road em Londres, de volta aos anos 60, no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;cenário típico das primeiras apresentações do Pink Floyd&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. No palco, que havia sido montado no altar da igreja debaixo de uma cruz gigantesca, um saxofonista-trumpetista, uma flautista, um baterista e um tecladista, todos acima dos sessenta anos de idade, se revesavam entre pintar, falar e tocar, em uma performance imprevisível. Cinco projetores iluminavam todo o ambiente. O primeiro deles, projetado na parede inferior esquerda atrás do palco, apresentava cortes de filmes caseiros de Syd, mostrando cenas da sua infância, de alguns camarins na época áurea com o Pink Floyd e uma de suas primeiras viagens de LSD. Na parte inferior direita, o segundo projetor exibia imagens que simulavam uma viagem pelas estrelas, com cores que variavam com a intensidade do momento. Os três útimos projetores, no entanto, guardavam a melhor parte. Projetados na parede superior do palco, sobre a gigante cruz encrustrada e nos pilares em ambas as laterais do palco, os desenhos psicodélicos escorriam e se interpunham pelas paredes, ora como uma grande gota de sangue, ora como uma irresistível chuva de estrelas num espetáculo de cores e psicodelia, provido pelo lendário Peter Willson, o iluminador oficial do Pink Floyd, responsável quase que anonimamente por boa parte do sucesso dos shows da banda nos anos 60, que se colocava em pé, com a prontidão de um soldado, orgulhoso ao lado de seu maquinário na escuridão dos fundos da igreja.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Procurei um lugar para sentar bem longe de onde o Elvis de peruca já se encontrava de volta, em um dos acentos de madeira gelada daquele local de adoração deturpado pelo rock progressivo, enquanto Frank se distanciava para o bar improvisado na asa direita da nave. Acomodei-me e assistí maravilhado à aquele show de luzes, imagens e sons desconexos saboreando um robusto vinho tinto da casa (de Deus) tentando juntar coragem para caminhar até a lateral esquerda do palco e pintar a minha marca. Na audiência, formada na sua grande maioria por familiares e amigos de Syd, cerca de 80 pessoas assistiam atentamente ao espetáculo, garantindo o clima intelectual típico de Cambridge. De tempos em tempos alguém da platéia se levantava e gritava alguma coisa para os performers, geralmente ofensiva, para o espanto geral. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Meu telefone toca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Finalmente vou poder fazer a minha parte nesse evento, pensei eu enquanto tateava os botões do celular no escuro, tentando descobrir quem chamava. Um numero desconhecido piscava na pequena tela do aparelho que eu atendi disposto a falar em alto e bom tom, para que não houvesse dúvida para os amigos de Syd que eu queria coperar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     '&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Alô&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-GB"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;?'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Disse eu baixinho, enquanto minha voz falhava (eu só estava esquentando).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;       'Essa é sua chamada de despertar' disse a voz feminina do outro lado da linha fazendo menção ao nome do evento (City Wakes) com uma determinação que me cortou como uma navalha fria. &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;'Eu preciso que você me faça um favor...' continuou a voz, inabalada pelo meu silêncio '...eu preciso que você se levante, caminhe até o palco, olhe nos olhos do locutor principal e grite o mais alto que você puder: Ninguém me diz o que fazer! NINGUÉM! ... entendeu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-GB"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;?'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span lang="en-GB"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;      'Sim', respondi eu, num tom de voz tão forte e imponente quanto o de uma velhinha de noventa anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;      'Não tenha pressa', disse ela, 'Faça isso quando você se sentir à vontade'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;      'Sim', ataquei eu novamente com minha imitação de Madre Teresa de Calcutá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A ligação foi encerrada e eu me encontrei novamente na segurança do anônimato na escuridão da igreja. Olhei em volta e descobri que Frank havia se retirado para mais um cigarro. Matei a taça de vinho num gole, levantei-me silenciosamente e me arrastei pelas sombras para fora da igreja. Encontrei o Frank encostado na parede do lado de fora falando no celular copiosamente. A chuva que havia nos castigado durante todo aquele dia agora se transformara em uma neve muito fina que empapava o chão e dificultava a arte de andar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     'Frank, preciso de você!', disparei ignorando a conversação que ele parecia estar curtindo. Antes que ele pudesse pensar qualquer bobagem, comecei a explicar o que tinha acontecido na ausência dele, assistindo a cara dele se modificar em choque. Frank desligou o celular encolheu os ombros e com um expressão de alívio disse, 'Bixo, o que é que você quer que eu faça?'. Está aí uma coisa que eu não tinha pensado: o que é que ele poderia fazer por mim? Me levar até o palco pela mão e me apresentar para os performers anunciando que eu tinha algo pra dizer? Disfarcei a atenção para a neve enquanto pensava em alguma coisa, até perceber que eu tinha que fazer isso sozinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     'Vem filmar', disse eu virando as costas resignadamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Lá dentro a psicodelia comia solta quando caminhei até a frente do palco, olhei diretamente para o locutor principal da noite, Mr Nigel Lesmoir-Gordon e gritei com todo meu ódio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;'&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nobody tells me what to do! NOBODY!'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Nigel parou assustado por um instante, abriu um sorriso e concordou: 'É isso aí! Ninguém diz a ele o que fazer!'. Algumas palmas soaram na minha direção enquanto eu fazia meu caminho triunfante de volta ao meu acento, antes de ser interrompido por uma figura paternal alta e familiar. Matthew Scurfield, ator e escritor de uma das várias biografias de Syd Barrett, estendia a mão para me comprimentar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     'Gostei muito do que você disse!', falou ele, com a autoridade de um amigo de infância de Syd, no seu tom pausado. Agradeci todo sem jeito e fiz menção de continuar o meu caminho de volta à paz da escuridão quando ele continuou: 'Eu quero subir no palco e participar também, mas sou muito tímido... você faria a gentileza de subir lá comigo? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Meu triunfal alívio me abandonou instantaneamente &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;e enquanto sentia minha pressão cair, olhava o rosto carismático de Mr Scurfield e percebia que era impossível dizer não. 'Sim', disse eu já arrependido, naquele tom de vovozinha. Caminhamos de volta ao palco e nos posicionamos cada um de um lado de um microfone num pedestal tão alto que me obrigava a subir na ponta do pé e olhar para cima num angulo de 180 graus para tentar gemer qualquer coisa. A conversa se iniciou como uma conversação telefônica de dois guris de cinco anos de idade:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     Ele: 'Oi, qual o seu nome?'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     Eu: 'Meu nome é Gui' (impossível tentar fazer um inglês falar 'Guilherme' e/ou se lembrar desse nome no dia seguinte)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     Ele: 'Como vai você, Gui?'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     Eu: 'Bem, e você?'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     Ele: 'Gostei do que você falou antes.'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     Eu, sem saber o que dizer: 'Gostou?'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     Ele: 'Sim e eu não quero te dizer o que fazer. Eu estava preso... em um material físsil... e eu não pude sair por um bom tempo... foi quanto te avistei'. Nesse momento ele dá um passo para trás, claramente abrindo espaço para que eu falasse algo. Parei em frente ao microfone, corri os olhos por aquela platéia de senhores e senhoras em trajes ricos e chiques, confortáveis com seus sorrisos brancos e suas taças de vinho pela metade, curiosos com a presença desse inusitado plebeu, sentí o alcool do vinho bater nos meus miolos e comecei meu discurso:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     'Quando foi que vocês se acomodaram? Vocês Inglêses costumavam ser o melhor povo do mundo! Costumavam... não são mais...', nesse momento alguém da platéia começa a rir e grita para que eu abaixe o pedestal do microfone e saia das pontas dos pés. Puxo o microfone para baixo, me desculpo pela pouca estatura característica de terceiro mundo e continuo, apontando para a tela com filmagens antigas de Syd no fundo do palco: 'O que aconteceu nessa época, Syd, seus amigos, sua geração, transformou a minha existência e moldou minha personalidade. Eu sou um fruto da vossa cultura, cultura essa que me ensinou a lutar pela liberdade!' Depois de uma pausa, concluí num tom de voz triste e indignado:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;'Mas vocês se acomodaram'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Resolvi encerrar o discurso por alí e sair do palco. Queria ter lembrado a eles que, enquanto estavamos lá reunidos, nos divertindo com nossos vinhos e interesses artísticos, vinte e cinco mil crianças morrem de fome todo o dia ao redor do mundo. Cinquenta mil se contarmos doenças preventivas. Queria dizer o quão decepcionado eu ficava cada vez que um inglês indiferentemente anunciava que é cada um com os seus problemas e que isso não é problema deles. Queria lembrar aos que pensassem assim para reconsiderarem a questão quando voltassem para casa e começassem a trancar suas portas com medo do mundo lá fora. Haverá violência enquanto houver fome. Haverá exploração enquanto houver demanda. Bastava que eles se dessem conta disso e o problema se transformaria nas nossas frentes sem que ninguém precisasse pegar em armas ou sequer mover um dedo. Bastava que eles entendessem as lições de amor e liberdade que eles mesmos nos deram nos anos 60 e 70. Queria ter dito muitas coisas mas , com medo de apanhar, recolhi meu rabinho entre as pernas e resolvi guardar as estatísticas para mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Alguns minutos depois, Matthew Scurfield me abordou mais uma vez e me convidou para voltar ao palco. Dessa vez recusei o convite educadamente dizendo que minha cota de coragem do ano já tinha se esgotado. Ele então me abraçou sem jeito e num tom de voz emocionado me agradeceu pelas doces palavras que visivelmente o tinham tocado. Eu tinha a metade da idade dele, vinha do outro lado do mundo e ainda assim anunciava com orgulho o quanto a geração dele me serviu de molde. Ele entendeu o que eu disse e ele entendeu também o que eu não disse. Eu havia aprendido as lições que ele e seus amigos me ensinaram no passado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nos despedimos de Mr Scurfield e caminhamos de volta ao carro com um sentimento de missão cumprida. Dirigimos de volta para Londres em silêncio, sob uma neve brilhante &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;que agora pesava e se acomodava no acostamento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Sim, a neve também se acomoda. E acomodar-se é a última coisa que ela faz antes de derreter e desaparecer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-9056163290073648463?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/9056163290073648463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=9056163290073648463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/9056163290073648463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/9056163290073648463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2009/11/um-dia-com-syd-barrett-parte-3.html' title='Um dia com Syd Barrett (parte 3)'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvRlvmrSrfI/AAAAAAAAJb8/cC3vmWGKpsc/s72-c/Syd_Barrett_tights.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-1002774866710488818</id><published>2008-06-19T11:45:00.003+01:00</published><updated>2008-06-19T11:56:11.734+01:00</updated><title type='text'>Férias</title><content type='html'>Oi gentem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que esse blog anda parado na última semana, mas o motivo é férias.&lt;br /&gt;Vim visitar meu irmão, o Joebass, na Bélgica onde ele vive com sua digníssima esposa. O post abaixo, dos anõezinhos, foi baseado nessa foto tirada em Luxemburgo, onde passamos o final de semana com minha mãe (e mãe do Joebass também, embora às vezes eu sinta que um de nós é adotado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse blog voltará a andar com mais rapidez quando eu estiver de volta a Londres. Que a forca esteja com vocês (não acho o 'cê-cedilha' aqui nesse teclado homossexual francês)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Diretoria&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-1002774866710488818?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/1002774866710488818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=1002774866710488818&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/1002774866710488818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/1002774866710488818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2008/06/ferias.html' title='Férias'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-6009273632227060061</id><published>2008-06-16T10:45:00.005+01:00</published><updated>2008-12-11T12:49:25.757Z</updated><title type='text'>EXTRA! EXTRA!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SFY2hAoNmxI/AAAAAAAAFjs/tAgJXM3b6vc/s1600-h/DSC05582.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212413559460174610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SFY2hAoNmxI/AAAAAAAAFjs/tAgJXM3b6vc/s400/DSC05582.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;A dona de casa Dalila Aguiar emocionou o mundo hoje ao salvar dois dos sete anões que se perderam de seu grupo e acabaram por se afogar em um córrego no centro da capital de Luxemburgo - LU. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Aqui a brasileira posa para nosso fotógrafo momentos após livrá-los da tragédia. "Eu estava passeando pelo vale quando ouvi a gritaria", narrou ela. "Corri para a beira do córrego e estendi os bracos no meio daquela confusão de tocas coloridas, pás e picaretas, puxando a primeira coisa que consegui agarrar". &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Cinco anões ainda estão desaparecidos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-6009273632227060061?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/6009273632227060061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=6009273632227060061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/6009273632227060061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/6009273632227060061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2008/06/extra-extra.html' title='EXTRA! EXTRA!'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SFY2hAoNmxI/AAAAAAAAFjs/tAgJXM3b6vc/s72-c/DSC05582.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-4102955275060013620</id><published>2008-05-23T13:47:00.008+01:00</published><updated>2009-11-06T19:48:29.740Z</updated><title type='text'>Under a Raging Moon</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SDa9iBuEf8I/AAAAAAAAFVg/wRmX8pbv2Mo/s1600-h/moon.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SDa9iBuEf8I/AAAAAAAAFVg/wRmX8pbv2Mo/s320/moon.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203554811748057026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A limosine já começava a acelerar para alcançar o ritmo da auto-estrada em direção ao aeroporto quando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Keith&lt;/span&gt;, como se falasse consigo mesmo, se manifestou: '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Merda!&lt;/span&gt;'. A urgência de sua manifestação acordou o resto da banda que dormia desconfortavelmente nos bancos daquela embarcação pequena e cumprida nas primeiras horas de uma manhã embassada, ainda cansados do show e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;after-party&lt;/span&gt; da noite anterior. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Keith&lt;/span&gt;, agora se dirigindo ao motorista, falou: '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agente vai ter que voltar!&lt;/span&gt;' Notando a incerteza do motorista, ele insistiu: &lt;b&gt;'&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;b&gt;Agente tem que voltar pro hotel! Eu esqueci uma coisa!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;'&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para a incomodação geral da banda, que não via a hora de chegar no próximo hotel, a limosine começou a procurar um retorno pra voltar para a cidade. Após a freada brusca no cascalho branco em frente ao hotel, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Keith&lt;/span&gt; se jogou para fora do carro e correu pelas escadas até o terceiro andar. Atirou-se para dentro do quarto onde se instalara na noite anterior para encontrar três camareiras que, horrorizadas com o estado no qual o ambiente se encontrava, continuavam paradas, sem saber por onde começar. Ele parou de súbito, olhando ao redor perturbadamente até encontrar o que queria no canto oposto da sala, ao lado da janela: a então moderna televisão a cores do hotel. De tubo, 29 polegadas, ela ainda estava ligada e estranhamente conectada a uma longa extensão de tomada, enrolada atrás do pequeno móvel de madeira. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Keith&lt;/span&gt; disparou em direção ao aparelho com uma força inexplicável para aquela hora da manhã, abraçando-a e levantando-a no ar. Caminhou com dificuldade em direção à janela, apoiou a TV no batente e enquanto mirava a piscina azul e calma que balançava pacificamente abaixo das sacadas daquele prédio, empurrou-a com toda sua força, tendo o cuidado de manter a tela para o lado de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele gostava de ver a imagem ainda na tela quando a TV alcançava a água e explodia lá em baixo. Jogando-se pesadamente no banco, de volta à limosine, ele suspira e diz: '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quase esqueci!&lt;/span&gt;'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Keith Moon&lt;/span&gt;, nascido em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wembley&lt;/span&gt; - Londres, em agosto de 1946, ficou famoso, primeiro por ser o baterista do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Who&lt;/span&gt; e mais tarde por destruir todo e qualquer ambiente onde ele se encontrava. Se vocês acham que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Axel Rose&lt;/span&gt; é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pop-star&lt;/span&gt; maluco e excêntrico, saiba que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Keith Moon&lt;/span&gt; foi, não apenas um professor, mas o Deus de todo artista que algum dia tenha alcançado uma página de jornal por mal comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas peripécias, dentre inúmeras outras, incluem:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;tomar toda e qualquer coisa que lhe fosse oferecido, incluindo um &lt;b&gt;tranquilizante de gorilas&lt;/b&gt;, ingerido horas antes do primeiro show da segunda Tour Americana do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Who&lt;/span&gt; em 1973, que acabou por derrubá-lo na quarta música.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a mania de colocar &lt;b&gt;explosivos em privadas&lt;/b&gt; pelo puro prazer de vê-las voarem pelos ares.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;dirigir um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;b&gt;Rolls-Royce&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; para dentro da piscina do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;b&gt;Holliday Inn&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; (de onde o &lt;i&gt;The Who&lt;/i&gt; foi banido pela eternidade) durante sua festa de aniversário.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;A brincadeira começou quando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pete Townshend&lt;/span&gt;, o guitarrista do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Who&lt;/span&gt;, começou a quebrar suas guitarras no palco em resposta ao movimento de &lt;b&gt;Arte Auto-Destrutiva&lt;/b&gt;, que protestava contra a política de guerra adotada pelo império Anglo-Saxão. Para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pete&lt;/span&gt;, uma súplica pacifista. Para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Keith&lt;/span&gt;, uma boa desculpa para fazer o que ele mais gostava: &lt;b&gt;destruir&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com a mania de destruir tudo que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moon&lt;/span&gt; acabou por destruir a si próprio. Viciado em álcool, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;speed&lt;/span&gt;, cocaína e qualquer remédio que se tomado em altas doses ou misturados davam barato, ele foi um bom exemplo de um jovem que não conheceu os benefícios da canabis. Aguns baseadinhos no decorrer de sua carreira teriam poupado um bocado de dinheiro aos hotéis e a ele mesmo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Keith Moon&lt;/span&gt; morreu no dia 7 de setembro de 1978, com 32 anos, vítima de overdose de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clomethiazole&lt;/span&gt;, &lt;b&gt;o remédio receitado para ajudá-lo a parar de beber&lt;/b&gt;, em sua última tentativa de reabilitação. Em seu corpo, encontrado por sua namorada, a modelo suéca &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Annette Walter-Lax&lt;/span&gt;,  no mesmo quarto onde &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cass Eliot&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mamas &amp;amp; the Papas&lt;/span&gt; morrera 4 anos antes, a investigação policial encontrou 32 pílulas, 26 das quais ainda não dissolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moon&lt;/span&gt; foi cremado e suas cinzas foram jogadas em um jardim, aqui perto de casa. Neste exato momento, enquanto teclo, a brisa de outono assopra levemente trazendo a poeira da rua para dentro do meu apartamento e para dentro de minhas narinas. Com licença, preciso ir quebrar alguma coisa... &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;'&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;b&gt;Long Live Rock &amp;amp; Roll!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;'&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-4102955275060013620?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/4102955275060013620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=4102955275060013620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/4102955275060013620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/4102955275060013620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2008/05/under-raging-moon.html' title='Under a Raging Moon'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SDa9iBuEf8I/AAAAAAAAFVg/wRmX8pbv2Mo/s72-c/moon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-1540920383340499852</id><published>2008-05-08T13:33:00.010+01:00</published><updated>2008-12-11T12:49:31.744Z</updated><title type='text'>Banksy, o Invisível</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCMB9cAMMBI/AAAAAAAAFUY/uRP95XbBvU4/s1600-h/DSC00403.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCMB9cAMMBI/AAAAAAAAFUY/uRP95XbBvU4/s400/DSC00403.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198000549916323858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Certa manhã chuvosa no centro da capital Inglesa, um homem de origens asiáticas e de mal com a vida chega para mais um dia de trabalho em sua banquinha de jornal. Retirando um molho de chaves do bolso de suas calças surradas, mal humorado e ainda com sono, ele luta contra suas mãos semi-congeladas e sua vista embaçada para encontrar e separar a chave que abriria o cadeado na parte de trás de sua banca. Ao posicionar-se em frente à pequena porta metálica, no entanto, ele se dá conta de que, na calada da noite, algum vândalo maldito havia pixado toda a parede traseira da banca que lhe custara muitos anos de trabalho para adquirir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse evento só serviu para tornar sua vida ainda mais amarga. Eu sei. Tive o desprazer em conhecê-lo. Ali entre os jornais, chicletes e cigarros, ele sentia no peito a ofensa quando alguém parava para admirar a sujeira que lhe custaria 600 libras para consertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses depois, em um dia como outro qualquer, um turista japonês mais ousado o abordou elogiando a pixação. Cansado de xingar, ele levantou seus olhos desconfiados, mirou o turista e disse com ironia: '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gostou? Leva embora!&lt;/span&gt;'. Para sua surpresa, o japonês que sorria como se tivesse dentes extras na boca respondeu: '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quanto?&lt;/span&gt;'. Relutando em acreditar que a sorte finalmente lhe batera à porta, ainda irônico, retrucou: '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mil libras&lt;/span&gt;'. Como resposta para suas orações, o japonês tirou a carteira do bolso e começou a contar um maço de notas gordas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia ele chegou em casa vibrante, falando alto e contando para sua esposa e para seus vizinhos como foi que ele passou um turista pra trás e resolveu o problema da pixação em uma só tacada. '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como é bom ser esperto&lt;/span&gt;', pensava ele em voz alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana mais tarde um de seus vizinhos lhe chamou para mostrar algo na internet. '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Essa não é a parede da sua banca&lt;/span&gt;?' perguntou ele apontando para a página do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e-bay&lt;/span&gt; aberta em seu monitor. Confuso, enquanto reconhecia aquele pedaço de metal vandalizado, seu vizinho completou: '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguém acabou de oferecer 500 mil libras por ela!&lt;/span&gt;'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegria de pobre dura pouco. Mas não é atoa. O que esse homem falhou em notar é que a vida lhe havia presenteado não com um turista japonês otário, mas com um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Banksy&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns, um vândalo. Para muitos outros, o maior artista contemporâneo. Além de pixar seus ratos e imagens subversivas em muros e casas pelo Reino Unido afora, ele já deixou sua marca em lugares tais como o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Palácio de Buckingham&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;British Museum&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tate Modern&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Louvre&lt;/span&gt; em Paris, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Disneylândia&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Muro da Cisjordânia&lt;/span&gt;. O fato é que ninguém sabe quem ele é. Sabe-se que ele vêm de Bristol, uma cidade a pouco mais de 100 milhas (160 km) de Londres, no oeste da Inglaterra. Sabe-se também que ele viaja, como um Papai Noel dos tempos modernos, abençoando casas, muros e qualquer superfície que se levante em via pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite passada, eu e um grupo de amigos visitamos o túnel da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Leak Street&lt;/span&gt;, em Waterloo, também conhecida como '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Piss Lane&lt;/span&gt;' (nome de duplo sentido, pode ser traduzido tanto como Rua da Cachaça, quanto como Rua do Mijo). Foi lá que, semana passada, Banksy reuniu 40 amigos durante a noite e transformou um túnel fedido em uma galeria de arte. Mais será escrito sobre ele aqui em ocasiões apropriadas. Por hora, deixo com vocês com algumas fotos em primeira mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL4OsAMLyI/AAAAAAAAFSc/reMa6eGJT1U/s1600-h/DSC00358.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL4OsAMLyI/AAAAAAAAFSc/reMa6eGJT1U/s400/DSC00358.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197989851152789282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL4O8AMLzI/AAAAAAAAFSk/1N_S-g5-iKQ/s1600-h/DSC00375.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL4O8AMLzI/AAAAAAAAFSk/1N_S-g5-iKQ/s400/DSC00375.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197989855447756594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL4PsAML1I/AAAAAAAAFS0/mdxYf6vXfps/s1600-h/DSC00374.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL4PsAML1I/AAAAAAAAFS0/mdxYf6vXfps/s400/DSC00374.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197989868332658514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL4PMAML0I/AAAAAAAAFSs/AewcBYY58DA/s1600-h/DSC00390.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL4PMAML0I/AAAAAAAAFSs/AewcBYY58DA/s400/DSC00390.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197989859742723906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL5NsAML2I/AAAAAAAAFS8/ENn8mQB2lLc/s1600-h/DSC00365.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL5NsAML2I/AAAAAAAAFS8/ENn8mQB2lLc/s400/DSC00365.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197990933484547938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL5OcAML4I/AAAAAAAAFTM/yyzk3S448tQ/s1600-h/DSC00382.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL5OcAML4I/AAAAAAAAFTM/yyzk3S448tQ/s400/DSC00382.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197990946369449858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL5OcAML3I/AAAAAAAAFTE/x4fAnT40tm0/s1600-h/DSC00379.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL5OcAML3I/AAAAAAAAFTE/x4fAnT40tm0/s400/DSC00379.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197990946369449842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL5_8AML5I/AAAAAAAAFTU/hy_UFeG8ZOs/s1600-h/DSC00362.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL5_8AML5I/AAAAAAAAFTU/hy_UFeG8ZOs/s400/DSC00362.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197991796772974482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL6AcAML6I/AAAAAAAAFTc/keI4oYXqkNk/s1600-h/DSC00370.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL6AcAML6I/AAAAAAAAFTc/keI4oYXqkNk/s400/DSC00370.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197991805362909090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL6A8AML7I/AAAAAAAAFTk/vQ9TpBejR28/s1600-h/DSC00376.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL6A8AML7I/AAAAAAAAFTk/vQ9TpBejR28/s400/DSC00376.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197991813952843698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL6BMAML8I/AAAAAAAAFTs/ywj1XY-VlbA/s1600-h/DSC00398.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL6BMAML8I/AAAAAAAAFTs/ywj1XY-VlbA/s400/DSC00398.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197991818247811010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL6BcAML9I/AAAAAAAAFT0/81tOZHKmo1U/s1600-h/DSC00377.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL6BcAML9I/AAAAAAAAFT0/81tOZHKmo1U/s400/DSC00377.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197991822542778322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E para terminar minha favorita, Manbearpig Skull, em homenagem à paródia sobre aquecimento global feita pelo South Park:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL_JsAMMAI/AAAAAAAAFUQ/tEAK3VqZCUA/s1600-h/DSC00405.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCL_JsAMMAI/AAAAAAAAFUQ/tEAK3VqZCUA/s400/DSC00405.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197997461834838018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O único detalhe é que essa obra não estava no túnel da 'Piss Lane', mas sim, no túnel do metro de Waterloo. Isso é apenas uma parede descascada e fui eu quem a nomeou dessa forma. Mas é impressionante como uma tarde em uma galeria de artes contemporânea pode mudar sua visão do mundo, não&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-1540920383340499852?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/1540920383340499852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=1540920383340499852&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/1540920383340499852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/1540920383340499852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2008/05/banksy-o-invisvel.html' title='Banksy, o Invisível'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SCMB9cAMMBI/AAAAAAAAFUY/uRP95XbBvU4/s72-c/DSC00403.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-1525409820472853741</id><published>2008-05-01T20:29:00.003+01:00</published><updated>2009-10-31T15:53:55.437Z</updated><title type='text'>ESTADOS UNIDOS DECLARA GUERRA CONTRA BRASIL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SBobjFVVCdI/AAAAAAAAFK0/W9ryaV46vUI/s1600-h/war.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SBobjFVVCdI/AAAAAAAAFK0/W9ryaV46vUI/s400/war.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195495409666296274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essa é a notícia que nenhum de nós gostariamos de ouvir. Ouví-la de manhã é um convite certo para cuspir o cafezinho. De noite, o Jornal Nacional seria o ponto de encontro de toda uma nação unida, tentando entender o que raios está acontecendo. Ao invéz de explicar quem foi a mula que provocou uma guerra contra a maior potência armada do planeta, o Jornal mostraria cenas horrendas de saques, estupros e assassinatos em massa, cometidos pelos nossos próprios compatriotas mais surtadinhos. Trancaríamo-nos então em nossas residências, racionaríamos o feijão e nos protegeríamos debaixo dos batentes das portas, no caso de algum míssil cair dos céus. Não abririamos as portas pra ninguém e mataríamos o carteiro por engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na TV, as cenas de saques se repetiriam vez após vez. Sair de casa, só se for pra comprar provisões excenciais, tipo um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Playstation 3&lt;/span&gt;. Toda noite, o Jornal repetiria as mesmas cenas, mas também mostraria o exército Norte Americano entregando mantimentos e salvando vidas. Esperariamos então, passivamente, que o exército Americano matasse o último bandido nas ruas para comemorarmos a vitória da democracia num Mc Donalds, perto de você, ainda acreditando que o termo 'males da propaganda' se refere a comerciais de TV fajutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Divide and Conquer&lt;/span&gt;. Esse é o termo inglês que define a mais antiga estratégia de guerra: dividir e conquistar. É fácil compreender o porque '&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;conquistar&lt;/span&gt;' faz parte desse lema mas, o que exatamente eles querem dizer com '&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dividir&lt;/span&gt;'?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Em 2006, dois soldados do exército britânico foram presos pela polícia em Bagdá. O motivo era simples: os soldados foram pegos vestidos de árabes, enquanto passeavam de carro pelas ruas mais movimentadas, atirando em crianças, velhos e jovens. O exército britânico então proferiu uma ordem imediata para que a polícia iraqueana soltasse os prisioneiros. Falhando em cumprir a ordem, o exército britânico invadiu a prisão com tanques de guerra, destruindo as paredes e libertando os soldados. Missão cumprida."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse artigo se repete de tempos em tempos tornando claro a idéia de '&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dividir&lt;/span&gt;'. Qual estratégia de guerra pode ser melhor do que confundir o povo inimigo, colocando-os uns contra os outros? Provoque-os. Forge atentados e bote a culpa neles. Coloque Shias contra Sunnis, brancos contra pretos e ricos contra pobres. E é aqui que os reais 'males da propaganda', onde &lt;span style="font-style: italic;"&gt;propaganda&lt;/span&gt; se disfarça de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;notícia&lt;/span&gt;, entram na história: mostre nas TVs deles somente o mal que acontece lá dentro. Faça-os perder a confiança mútua. Faça-os rir e cantar com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Praça é Nossa&lt;/span&gt; e celebrar a beleza de seus esportes favoritos, transformando suas TVs em seus melhores amigos. E lembre-se, sempre que um soldado saxão aparecer, que ele esteja carregando mantimentos ou salvando vidas. Enquanto brasileiros lutam uns contra os outros, exércitos gringos usarão de todas as suas unidades e tanques para sairem pelas portas dos fundos, carregando todo o ouro...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-1525409820472853741?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/1525409820472853741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=1525409820472853741&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/1525409820472853741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/1525409820472853741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2008/05/estados-unidos-declara-guerra-contra.html' title='ESTADOS UNIDOS DECLARA GUERRA CONTRA BRASIL'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SBobjFVVCdI/AAAAAAAAFK0/W9ryaV46vUI/s72-c/war.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-5972974511223491000</id><published>2008-04-30T00:12:00.003+01:00</published><updated>2008-12-11T12:49:32.173Z</updated><title type='text'>O Viciado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SBetclVVCbI/AAAAAAAAFKk/Xvq1_MDfUS8/s1600-h/070621150218_Dog_Smoking_a_Cigarette_LG.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SBetclVVCbI/AAAAAAAAFKk/Xvq1_MDfUS8/s320/070621150218_Dog_Smoking_a_Cigarette_LG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194811401764669874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu comecei muito cedo. Mas comecei com um pequeno, pois eu tinha medo. O primeiro, se bem me lembro, foi aos 11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O contato com o perigo sempre me excitou e meu coração batia forte só de chegar perto. Levou algum tempo para esse medo passar e se transformar numa obcessão. Eu chegava da escola e essa era a primeira coisa que vinha na minha cabeça. Vários, de tamanhos, cores e viajens diferentes, se espalhavam pela casa como acessórios fundamentais da minha decoração. Muitas vezes tive que mentir para meus pais, dizendo que era de um amigo. Mas era meu. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns amigos se afastaram de mim. Não gostavam do cheiro e diziam que eu ficava muito bobo, rindo à toa. Se eles ao menos soubessem como era bom...  as vezes rolava uma paranóia mas sempre acabava tudo bem. Por muito tempo acreditei que essa brincadeira nunca me faria mal. '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como pode alguma coisa com tantas ligações com a natureza fazer mal a um ser humano?&lt;/span&gt;' questionava arrogantemente, cego para as implicações que esse vício teria no meu futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimentei todos que pude adquirir até que a mudança forçada de circunstâncias, na ocasião de minha vinda para a Inglaterra, me obrigou a 'dar um tempo'. Dividia uma casa com várias pessoas. Não havia privacidade. Nas ruas, só os encontrava com alguns poucos mendigos. Acabei perdendo o contato. O problema é que, no fundo, eu ainda simpatizava. Achava legal. Eu era jovem e ingênuo. Mas paguei o preço. Com juros e dividendos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SBhhfFVVCcI/AAAAAAAAFKs/-wCIWly6oUU/s1600-h/CelticC.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 61px; height: 61px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SBhhfFVVCcI/AAAAAAAAFKs/-wCIWly6oUU/s200/CelticC.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195009356807342530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;erta feita, voltando de mais um turno desumano de trabalho, cansado, deprimido e cabisbaixo, vinha eu subindo a plataforma de saída do metrô, me limitando a olhar para a ponta dos meus pés que se arrastavam no mármore gelado da estação de Finsbury Park. Por não estar olhando para frente, fui obrigado a fazer uma freagem de emergência para evitar atropelar uma bolinha de pelos que subitamente apareceu na minha frente. Um cachorro de médio porte com cara de pidão sentava-se no chão, bem no final da plataforma, bloqueando a passagem. Um sentimento de alegria tomou conta de meu eu, dobrando meus joelhos e me forçando a acariciá-lo, impetuosamente. Na minha carência pela natureza, esqueci-me por um par de segundos de procurar saber quem era o dono daquela pequena criatura. Enquanto afagava os pelos escuros daquele cão, notei que um par de sapatos brilhantes se posicionava diretamente atrás do bixinho, como que ajudando-o a bloquear a saída da estação. Fui subindo os olhos lentamente, acompanhando as pernas do proprietário até o topo. Demorou um pouco. O cara era alto. Ao finalmente alcançar a cabeça do indivíduo que olhava para trás como se conversasse com alguém às suas costas, assisti seu rosto voltar-se pra frente e abaixar-se na minha direção, assustando-se com a visão da minha pequena figura. Só quando ele abaixou a cabeça pude ver seu chapéu preto e alto com o simbolo brilhante da polícia metropolitana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mão pesada repousou sobre meu ombro quase que instantaneamente colocando-me bruscamente de pé e com voz grave e rouca ele disse '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu amigo quer falar contigo&lt;/span&gt;!'. Fui então conduzido, zonzo e começando a realizar a roubada em que eu estava me metendo, a um dos cantos da estação para uma entrevista com um segundo oficial que, sem tirar os olhos de sua prancheta, começou a interrogar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Oficial&lt;/span&gt;: '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que você acha que esse cão te abordou?&lt;/span&gt;'&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu&lt;/span&gt;: (Envergonhado ao perceber a burrice dos meus atos. Quem, senão um imbecil completo, acaricia um cachorro da polícia anti-drogas?) '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De repente&lt;/span&gt;', pensei rápido, '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o cão gostou de mim?&lt;/span&gt;' completei, realizando que deveria ter pensado um pouco mais e num tom de voz que claramente demonstrava que mudei de idéia no meio da frase.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Oficial&lt;/span&gt;: '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse cão é viciado em drogas! Ele não tem amigos...&lt;/span&gt;', só então desviando os olhos de sua prancheta e fulminando minha pupila numa expressão nada amigável. Chocado com a resposta e tendo falhado em impressionar, baixei a cabeça e me limitei a responder perguntas e oferecer meu corpo para ser apalpado por todos os cantos mais íntimos. Me polparam da luvinha. Vaselina, aparentemente, estava em falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema me pegou dessa vez. Meu amor por cães me levou à humilhação pública na estação, repleta de transeuntes curiosos e repugnados. Seus olhares me jogavam pesadas cargas de acusação e julgamento, como numa forma mais evoluída de apedrejamento. Perdi meia hora da minha vida esvasiando os bolsos, sendo virado do avesso e tratado como marginal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendi exatamente a extenção de cada letra do album 'The Wall', que conta a história de um homem à beira da loucura que é perseguido pelo sistema por demonstrar sentimentos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui provavelmente o primeiro homem na face da terra a ser fichado por ser viciado em cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'... Mother do you think they'll drop the charge?'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-5972974511223491000?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/5972974511223491000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=5972974511223491000&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/5972974511223491000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/5972974511223491000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2008/04/o-viciado.html' title='O Viciado'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SBetclVVCbI/AAAAAAAAFKk/Xvq1_MDfUS8/s72-c/070621150218_Dog_Smoking_a_Cigarette_LG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-4113341324614564998</id><published>2008-04-23T20:28:00.003+01:00</published><updated>2008-12-11T12:49:32.349Z</updated><title type='text'>The Grudge</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SA-OBVVVB_I/AAAAAAAAFFk/v9QAo0EqENs/s1600-h/Grudge.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SA-OBVVVB_I/AAAAAAAAFFk/v9QAo0EqENs/s400/Grudge.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192525048939087858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vingança é um prato que se come frio. Paciência e timming são uma bênção divina:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Assim não vai dar', pensei eu enquanto repousava a mão esquerda na maçaneta da porta semi-aberta do quarto. Na mão direita, os pratos sujos da janta serviam de bandeja para dois copos, alguns talheres e as xícaras do café da manhã. Larguei a porta deixando-a fechar ruidosamente, deitei os pratos no criado mudo e passei a redistribuir a louça, dessa vez usando as duas mãos e tendo certeza de que cada peça estaria firmemente entrelaçada entre os dedos. Normalmente, equilibrar pilhas de louça suja em alta velocidade não seria um problema, devido à minha longa experiência em restaurantes londrinos. Mas eu estava em casa e alí as coisas eram diferente. 'Aquilo' já havia acontecido algumas vezes antes e eu não queria arriscar. Voltei-me mais uma vez para a porta e percebi que não seria possível abrí-la com o pé. Larguei os pratos sobre o criado mudo, dessa vez sem a mínima paciência, abri a porta impetuosamente segurando-a com a ponta do tênis enquanto, mais uma vez, recolhia os pratos sujos. Parei por um segundo, alinhei minha postura, respirei fundo e coloquei-me a caminho da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só foi possível dar três passos. Três passos e meu corpo foi sacudido pelo meu temor maior: ela. Mais uma vez, sem um pingo de noção das coisas, Ivana, a eslovaca do quarto ao lado, jogava-se na minha frente gritando 'Buuuuuu', deixando os braços abertos sobrarem na minha direção, acertando os pratos sujos e provando que minha preocupação não havia sido em vão. Dessa vez, apenas alguns talheres voaram de sobre os pratos enquanto eu recobrava meu equilibrio. 'Imprestável!', pensei rangendo os dentes enquanto ela mesma se dobrava, rindo, para recolher os talheres e alguns grãos de arroz que se espalharam pelo carpete surrado daquele sobrado vitoriano. Aquela mania estúpida havia se desenvolvido a apenas algumas semanas, mas a constância dos ataques estava começando a me perturbar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu e minha ex-namorada fomos informados de que uma eslovaca de 23 anos de idade estava se mudando para o quarto ao lado, tive de me esforçar muito para conter a alegria que me formigava das pontas dos pés aos cabelinhos da nuca, enquanto minha 'ex' baixava a cabeça e voltava para o quarto com passos pesados, sem nem sequer considerar o fato de que o aluguel ficaria consideravelmente mais barato. Injustiça pura. No fundo, ela sabia que mulheres do Leste Europeu são tudo que um homem Sul Americano pode querer na vida. Reza a lenda aqui na Europa que as mulheres do leste têm um apetite insaciável por amor. Se isso não fosse suficiente, lembre-se de que o estereótipo feminino desse grupo consiste em: pele branquinha, olhos grandes e claros envoltos em sardinhas, cabelos loiros e volumosos, boquinha cor-de-rosa e bem desenhada, aquele corpinho moldado pela vida natural da fazenda e um narizinho... bem, o nariz não costuma ser lá essas coisas mas, cá entre nós, para um homem solteiro, se ela exibisse apenas dois dos atributos citados acima, algumas pints de cerveja cuidariam do resto. As estatísticas estavam do meu lado. No dia em que fomos finalmente apresentados, senti a punhalada da vida real nas minhas costas. Enquanto minha 'ex' abria um sorriso imenso e genuíno para recebê-la de braços abertos, era eu quem baixava a cabeça e voltava para o quarto com passos pesados. Ivana não era nada parecida com a eslovaca dos meus sonhos e a quantidade de cerveja nescessária para embelezá-la seria aproximadamente três vezes maior do que a quantidade que me deixaria em coma alcoolica. Impraticável. Ivana era gorda e mal-formada e o único atributo do estereótipo que se aplicava a ela era o nariz. Mas esse foi apenas o primeiro susto que tomei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos pesares, tendo ela se tornado a melhor amiga da minha 'ex', convivíamos pacíficamente entre um susto e outro, tolerando-se uns aos outros. Ela era frequente nos meus shows, iamos a bares, restaurantes e cinemas. Foi então que, após uma dessas nossas saídas, flagrei a grande chance de ensinar uma lição e me vingar de toda a incomodação causada pela polaca (sim, para o bom paulista que sou, que no Brasil chamava todos os seres de Minas Gerais pra cima de Bahiano e do Paraná pra baixo de Gaúcho, qualquer ente vindo do leste europeu se tornou Polonês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um domingo. O vento gelado varria as últimas folhas duradas do outono naquele final de tarde escuro. O sol havia se posto às cinco da tarde deixando na negritude do relento apenas as árvores secas, que resistiam bravamente ao sopro forte, sacudindo suas silhuetas atormentadas com assovios que ecoavam pelas ruas daquele norte londrino. Caminhamos o último trecho entre a avenida principal e nossa ruela com dificuldade e em silêncio, como se tivessemos medo de congelar por dentro ao abrir a boca. Com as vistas embaçadas, identificamos nosso sobrado em meio a tantas outras casas igualmente pontiagudas que, juntas, formavam um grande serrote no horizonte. Entramos apressados enquanto, lá no fundo da minha cabeça, eu lembrava que a idéia estúpida de sair de casa para ir ao cinema num dia daqueles só poderia ter sido da Ivana. Dirigi-me a meu quarto e esperei. Eu saberia que era a hora, quando a hora chegasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabavamos de voltar de uma sessão do filme '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Grudge&lt;/span&gt;'. Um filme de terror japonês no estilo de 'O Chamado' onde um monstro horrendo e impiedoso que morava no sotão, na pele de uma japa morta pelo marido, enlouquecia e assassinava toda e qualquer pessoa que ousasse habitar a casa maldita onde ela viveu (talvez ela fosse Chinesa ou Koreana mas, lembre-se, sou paulista). Contudo, apesar da elaborada trama, o único momento que eu realmente gostei no filme foi a hora em que notei o quão semelhante eram os cabelos da 'japa-zumbi' com aquela peruca de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ozzy Ousborne&lt;/span&gt; que eu tinha no armário lá de casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho no meu quarto, meu coração batia forte e meu sangue corria friamente pelas minhas veias. A coceira causada pela peruca do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ozzy&lt;/span&gt; vestida ao contrário para cobrir meu rosto parecia não incomodar enquanto esperava no escuro, de portas abertas, o momento em que ela saisse do quarto ao lado e caminhasse pelo corredor escuro a caminho da cozinha, a única área social da casa onde costumeiramente nos reuníamos para partilhar as agruras do dia a dia. Não demorou muito até que ouvi o estalo de sua maçaneta. Esperei que ela apagasse a luz e caminhei silenciosamente atrás dela. Quando ela finalmente alcançou a porta que ligava o corredor à cozinha e começou a abrí-la, aproveitei-me do opaco faicho de luz que invadia o ambiente e dei um grito agudo. Seu corpo flácido tremeu e se virou. Seus olhos se arregalaram na maior expressão de pavor jamais vista pela minha pessoa, enquanto suas mãos dormentes começavam a arranhar suas bochechas pálidas e rechonchudas. Num par de segundos que me pareceu uma eternidade, ela encheu os pulmões de ar com dificuldade para o relincho instintivo. O grito paralizou a vizinhança. Aproveitando a força do ganido, ela se jogou de costas batendo a porta mal fechada, isolando mais uma vez a presa e o predador, no escuro. Ainda de pé, seus joelhos cederam ao peso injusto da indulgência e foram dobrando lentamente, enquanto suas costas esfregavam porta abaixo até o chão, sem desviar os olhos do terrível monstro japonês que a essa altura do campeonato já tinha arrancado a peruca e estava de joelhos, dando tapinhas leves na cara dela, tentando reanimá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela nunca mais falou comigo. Minha louça e meus talheres, por sua vez, viveram felizes para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-4113341324614564998?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/4113341324614564998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=4113341324614564998&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/4113341324614564998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/4113341324614564998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2008/04/grudge_23.html' title='The Grudge'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SA-OBVVVB_I/AAAAAAAAFFk/v9QAo0EqENs/s72-c/Grudge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-7230678063243555241</id><published>2008-04-23T20:15:00.003+01:00</published><updated>2008-12-11T12:49:32.515Z</updated><title type='text'>Não Sou Comunista!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SA-Mp1VVB-I/AAAAAAAAFFc/Duv7FhMxTb4/s1600-h/Is_this_tomorrow.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SA-Mp1VVB-I/AAAAAAAAFFc/Duv7FhMxTb4/s320/Is_this_tomorrow.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192523545700534242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na minha última visita ao Brasil, me surpreendi com meu pai dizendo que eu virei um '&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;comunistinha&lt;/span&gt;'. O fato de eu saber pouco ou nada a respeito dessa ideologia política pareceu não fazer muita diferença para ele. Tudo que eu estava tentando dizer para meu pai era que o mundo não parecia estar indo muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, 'Comunismo' sempre foi um termo associado com o que há de pior no mundo. Um palavrão horrendo. Se auto-proclamar adorador de satanás em uma quermesse de paróquia não seria tão grave quanto assumir simpatia pelos camaradas. Passei então a me perguntar se alguém de minha convivência saberia qual é ou quais são os pontos que formam essa ideologia e onde é que essa filosofia falhou tão gravemente com a humanidade a ponto de ser jogada a esse ostracismo jocoso. Mas se você está achando que esse meu post tem o intúito de explicar o comunismo e suas aspirações, enganou-se. Continuo não sabendo muito a respeito desse assunto e não pretendo parar tudo pra pesquisá-lo. Meu objetivo hoje é lembrar 'quem' nos falou que comunismo era coisa do capeta e questionar a idoneidade do acusador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auê começou depois da Segunda Guerra Mundial. Em 1950 o comunismo estava se espalhando rapidamente, sob os olhos apavorados do mundo capitalista. O pânico era explicável: qualquer cidadão de posses no mundo capitalista teria de abrir mão de suas propriedades para permitir que pessoas desprivilegiadas tivessem onde morar e plantar. Direitos iguais, direitos humanos. A solução encontrada para evitar essa 'catástrofe' foi a desmoralização do sistema político comunista. Desde então, como um lobo em pele de cordeiro, a propaganda vem se disfarçando de 'notícia'. Durante a Guerra Fria, a inteligência secreta dos Estados Unidos (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;CIA&lt;/span&gt;) foi muito bem sucedida em corromper e destruir os países vermelhos enquanto a mídia, que sempre foi uma propriedade privada dos 'cidadãos de posse', passou a te dizer o que é bom e o que é mau, o que é verdade e o que é mentira. 'Os Comunistas vão tomar todas as suas posses! Vão controlar sua vida e acabar com sua liberdade! Comunistas comem criancinhas! Você não vai querer que um vagabundo qualquer tenha os mesmos direitos que você, vai?'. Como resultado dessa propaganda, o Comunismo nunca foi exercido de forma plena durante tempo suficiente para se provar eficaz ou não. No Brasil, dizem as más línguas, com o patrocínio do governo Americano e influência direta da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;CIA&lt;/span&gt;, a Rede Globo promoveu a caçação dos comunistas e o estabelecimento da ditadura militar, usando o mesmo discurso dos países capitalistas ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1964, as agências de notícias internacionais abalaram o mundo e mais uma vez alertaram contra os perigos do comunismo. Segundo a notícia, dois navios americanos haviam sido bombardeados pelos comunistas vietnamitas no Golfo de Tonken. Isso foi o evento catalizador que motivou milhões de americanos a se alistarem no exército e deu início à maior guerra americana, depois da Segunda Guerra Mundial. A Guerra do Vietnam durou 16 anos, matou 58 mil americanos e 3 milhões de vietnamitas. Só houve um pequeno probleminha: o 'Incidente do Golfo de Tonken' nunca aconteceu. Foi uma encenação usada como desculpa para começar a guerra. O antigo Secretário de Defesa Norte Americana &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Robert McNamara&lt;/span&gt; veio a público anos após o término da guerra, dizendo que o incidente foi um 'engano', enquanto muitos outros oficiais se manifestavam dizendo que o incidente foi uma farça. Uma mentira completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, 'comunista' soa muito mais engraçado do que assustador. Mas a mídia nunca perde tempo. Eles sempre arrumam uma maneira de assustar o povo e justificar atrocidades. Agora, a palavra da hora é 'Terrorista'. Foi com essa ameaça e com outra encenação, dessa vez no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;World Trade Center&lt;/span&gt;, que o governo americano encontrou o aval pra invadir o Iraque em mais uma guerra iniciada, não com o propósito de ser vencida, mas sim, com o propósito de durar, afinal, guerras são extremamente lucrativas. Anotem em um caderninho o que eu vou dizer agora. Palavras do Pai Guilherme de Orixá: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o Iran é o próximo&lt;/span&gt;. E não há nada que se possa fazer para evitar isso. Fico apenas me perguntando: qual será a encenação dessa vez? Quantas pessoas serão assassinadas pelo próprio governo, em frente às câmeras de TV, como desculpa para invadir mais um país rico em petróleo? Será que eu vou me safar? Da última vez passou perto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 'notícias', porém, não foram o único modo de manipular e abafar a opinião pública. Nos Estados Unidos por exemplo, a mídia é exclusivamente responsável pela venda do chamado '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Dream&lt;/span&gt;' (Sonho Americano). Trabalhe muito, pague seus impostos, não se meta onde não é chamado e você terá uma bela casa, um belo carro, um guarda-roupas indefectível e uma linda família para viajar o mundo e aproveitar a vida, no melhor estilo de um comercial de margarina. Se você não tem, você não é ninguém. Com isso, todos baixamos nossas cabeças e a enfiamos no trabalho, na esperança de sobreviver e poder pagar o rombo do cartão de crédito e do carnê de prestações de todos aqueles artefatos que a TV nos empurrou goela abaixo, cegos para as poucas coisas que realmente importam na vida. O mundo gira, seus filhos crescem e seus pais envelhecem enquanto você está no escritório. Trabalhamos a vida toda para pagar por impostos e coisas que não precisamos, enquanto os meios de comunicação nos dizem que somos livres. Somos livres para fazer o que eles mandam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo realizado no começo desse ano aqui na Inglaterra, informou que um peasant (pessoa na Idade Média que trabalhava no campo) trabalhava duas horas por dia durante o verão, e duas horas por semana no inverno para extrair de suas terras o sustento necessário para sua família. No entanto, durante minha pesquisa sobre 'os males do comunismo', que, a propósito, não deu em nada, encontrei o comentário de um cidadão americano que dizia '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu prefiro muito mais ter a preocupação de como é que eu vou pagar pela minha casa sob o sistema capitalista, do que ter minha casa e todas as minhas propriedades confiscadas pelo governo e trabalhar como um escravo sob o sistema comunista&lt;/span&gt;'. He he he...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui apenas mais uma vítima da mídia. Larguei minha família e saí pelo mundo para tentar ser 'alguém', para virar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rockstar&lt;/span&gt;. Acho que também estou cansado desse 'circo'. Desculpa, pai. Se essas são minhas opções, prefiro ser mesmo um 'comunistinha', pois para se acreditar no '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;American dream&lt;/span&gt;', como diria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;George Carlin&lt;/span&gt;, 'é preciso estar dormindo'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-7230678063243555241?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/7230678063243555241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=7230678063243555241&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/7230678063243555241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/7230678063243555241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2008/04/no-sou-comunista.html' title='Não Sou Comunista!'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SA-Mp1VVB-I/AAAAAAAAFFc/Duv7FhMxTb4/s72-c/Is_this_tomorrow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-3886386415427522178</id><published>2008-04-12T12:40:00.003+01:00</published><updated>2008-12-11T12:49:32.654Z</updated><title type='text'>Liberté, Sérieté, Maturité</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SACh4nNVCRI/AAAAAAAAFFI/TGYR2uQMoDs/s1600-h/olympic-torch-9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SACh4nNVCRI/AAAAAAAAFFI/TGYR2uQMoDs/s400/olympic-torch-9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188324764700444946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  lang="PT-BR" &gt;Quando acreditamos que no primeiro mundo a diplomacia e a maturidade são as chaves do sucesso nas relações exteriores, então, andamos acreditando um pouquinho demais nas coisas:&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  lang="PT-BR" &gt;Todos estamos acompanhando, de perto ou não, os protestos Pró-Tibete que vêm acontecendo durante a travessia da tocha olímpica pela europa. Manifestantes, geralmente velhinhos mirradinhos e descabelados, correm tresloucados tentando agarrar a tocha a todo custo só para serem soterrados por uma multidão de policiais que, numa linha aparentemente infinita, decolam de suas bicicletas de braços abertos como águias e aterrizam de barriga como albatroses sobre o corpo ja quebrado e imobilizado do vovô que, sem fôlego e sem conseguir verbalizar, assiste o corredor e a tocha se afastando, cercado por uma corrente viva de chineses de moletom e bonezinho azul calcinha, que correm atrapalhados de mãos dadas, olhando para todos os lados com sofreguidão e se perguntando: ‘por que é que tudo é tão difícil para a gente?’&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  lang="PT-BR" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Apesar da forma heróica com a qual os defensores das Olimpíadas aparecem, impondo força e respeito de maneira calma, e do modo patético com a qual os manifestantes são mostrados na mídia, simpatizo unilateralmente com os Monges. A cada dia que passa fica mais óbvio que a máquina da propaganda trabalha para as corporações patrocinadoras das Olimpíadas e não para um mundo de paz, amor e justiça. Acredito que o Tibete usou e se esgotou de diplomacia, sem nunca perder a maturidade. Coisa de primeiro mundo. Detalhe: os Tibetanos são tão ricos e evoluídos tecnologicamente quanto a tribo dos Wai-Wai na Amazônia. Pessoalmente, pesquisar e entender o que vem acontecendo no Tibete a quase 60 anos me fez ter vontade de urinar na tocha olímpica.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  lang="PT-BR" &gt;A maturidade, por sua vez, faltou mesmo foi por parte da polícia Inglesa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  lang="PT-BR" &gt;No dia seguinte ao fracasso da corrida olimpica na França, a página principal da BBC Inglêsa destacava a matéria: ‘Aula de Segurança nas Olimpíadas’. Antes de apresentar um resumo da notícia, vale lembrar que o relacionamento ‘Inglaterra x França’ é tão amigável quanto o relacionamento ‘Brasil x Argentina’. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  lang="PT-BR" &gt;A matéria começava salientando o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quão inconveniente essa manifestação Pró-Tibete foi para as pobres famílias&lt;/span&gt; que se juntaram desde cedo da manhã para presenciar um momento único na vida: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a passagem da tocha olímpica...&lt;/span&gt; &lt;span&gt;e acesa ainda por cima!&lt;/span&gt; Na sequência, a materia disfarçadamente muda de assunto para dizer que esse trabalho foi muito fácil para a polícia e que eles estavam praticamente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;jogando com o time reserva&lt;/span&gt;. A facada final vinha com as palavras vibrantes do Comissário Tarique Ghaffur:&lt;br /&gt;“Nosso plano tático deu certo. Nosso objetivo era proteger a tocha e o corredor para que seguissem o trajeto. Seguiram, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e em tempo recorde!&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  lang="PT-BR" &gt;Na linha seguinte, em cores vivas, o link ‘&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;notícias anteriores&lt;/span&gt;’ saltava aos olhos, destacando o subtítulo: ‘&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tocha é extinta 5 vezes em Paris&lt;/span&gt;’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-3886386415427522178?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/3886386415427522178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=3886386415427522178&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/3886386415427522178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/3886386415427522178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2008/04/libert-sriet-maturit.html' title='Liberté, Sérieté, Maturité'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SACh4nNVCRI/AAAAAAAAFFI/TGYR2uQMoDs/s72-c/olympic-torch-9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-8345210283034913080</id><published>2007-11-15T18:21:00.000Z</published><updated>2008-12-11T12:49:32.803Z</updated><title type='text'>MULTICULTURALISMO (Parte 2) Saudades de Finsbury Park</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzyqWJIA1kI/AAAAAAAAD_4/zvFMzsEgJk0/s1600-h/DSC00491.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzyqWJIA1kI/AAAAAAAAD_4/zvFMzsEgJk0/s400/DSC00491.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133164972678895170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não há nescessidade de ir longe para se atestar o multiculturalismo Londrino. Eu mesmo o aprendi e vivenciei da janela do apartamento onde viví pelos últimos 3 anos em Finsbury Park.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi dessa janela que presenciei, por exemplo, a fuga de cinquenta Jamaicanos que, depois de arrumarem briga com uma turma de Nigerianos, foram perseguidos pela polícia Inglesa atropelando uma Espanhola que acabou caída imóvel no chão. Foi dela que assisti também dois Caribenhos colocarem um Polonês para correr e outro para dormir por causa de um guarda-chuva que não deveria estar aberto. Foi dessa mesma janela que um Árabe me chamou pro pau só por que eu estava olhando pra fora e depois de ser ignorado foi-se embora chutando todas as latas de lixo no caminho com golpes de karatê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu me cansasse das lições aprendidas na janela, bastava abrir a porta para receber ensino multicultural gratuito. Nos corredores do Malaka's Hotel (apelido carinhoso de nosso ex-bloco residencial ilegal) pessoas de todas as raças, credos, cores e intenções transitavam desconfiadas. Certa feita, subindo as escadas com minha digníssima rumo ao lar, fui abruptamente agarrado por um Lituano bêbado e com sede de sangue de mariquinhas. Quando ele acabou de gritar o que deveria ser minha sentença de morte em lituano a dois centímetros da minha cara, limpei o perdigoto e disse "Labas, keip taun sakas?" ('oi, como vai' em lituano). Isso o confundiu tão profundamente que seus braços amoleceram, deixando escapar a presa. Não sei o que passou pela cabeça dele para me deixar partir intacto. Creio que nada. O fato é que cinco minutos mais tarde ele arremessou um outro Brasileiro mirradinho e cabeludo, que nem eu, atravéz de uma porta de vidro para o horror do gerente Grego e do porteiro Colombiano. Em cada um desses eventos minha rua acabava fechada por um cordão policial e uma barreira de aproximadamente dez carros de polícia. Dezenas de oficiais da Polícia Metropolitana infestavam a área, transformando esse cantinho de meu Deus no metro cúbico mais protegido do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus noturno, que conecta o centro histórico-cultural Londrino aos aconchegos das minhas querências não deixava por menos. No 'N29', sob um odor único das essências de álcool, kebab, fritas, suor, cecê e vômito, Catalões beberrões, Mineiros maconheiros e gente de todo o mundo, assim, meio muribundo, gritavam como se não houvesse amanhã para ser entendidos no meio dos outros gritos e nunca paravam pra se perguntar: 'Não seria mais fácil se todos nós falássemos um pouco mais baixo?'. Balançando no meio daquela confusão, assisti de camarote uma Indiana socando uma Alemã na nuca, pois ela e sua amiga Francesa estavam falando mau de Judeu, ví meu irmão quase sendo estuprado por uma turma de Africanos, com quem ele, do nada, resolveu brigar e assisti a mão de um Argelino entrar sorrateiramente no meu bolso pra tentar roubar meu PSP Japonês que ganhei de uma Italiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finsbury Park agora é passado. Saudades do Lidl, saudades do Tesco e do 'Bar dos Mendigos'*. Como músico, me dispo de preconceitos e me despido com um samba:&lt;br /&gt;Saudosa Malaka's...&lt;br /&gt;Malaka's querida&lt;br /&gt;Din-din-dondi nóis passêmo&lt;br /&gt;diás feliz di nossas viiiidaaaaa.........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Referência cedida gentil e involuntariamente por Joe Bass®(2005), o imbecil do meu irmão:&lt;br /&gt;http://www.joepopstar.blogspot.com/&lt;br /&gt;Foto: Wilberforce Road, a rua da minha saudosa Maloca.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-8345210283034913080?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/8345210283034913080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=8345210283034913080&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/8345210283034913080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/8345210283034913080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2007/11/multiculturalismo-parte-2-saudades-de.html' title='MULTICULTURALISMO (Parte 2) Saudades de Finsbury Park'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzyqWJIA1kI/AAAAAAAAD_4/zvFMzsEgJk0/s72-c/DSC00491.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-7567527330587216242</id><published>2007-11-15T18:05:00.000Z</published><updated>2008-12-11T12:49:33.332Z</updated><title type='text'>MULTICULTURALISMO (Parte 1) Rock Inglês e o pseudo-'multi'culturalismo Brasileiro</title><content type='html'>Para entender o multiculturalismo no Brasil, precisamos nos situar.&lt;br /&gt;Analizando um mapa mundi, realizaremos que o nosso país está na América do Sul e se você olhar esse mapa bem de perto verá que a América do Sul é longe de tudo e de todos. Uma passagem aérea daqui da Inglaterra para São Paulo custa normalmente £700,00 libras (mais ou menos R$2800,00 reais) enquanto que, para se voar para capitais da Europa tais como Paris, Berlim, Bruxelas Amsterdam e muitas outras, você pagará geralmente algo em torno de £20,00 libras (aproximadamente R$80,00 reais). Para se ir pra Goa na Índia, por exemplo, você gastará £320,00 libras (R$1280,00 reais) e querendo visitar o Japão você precisará de £500,00 libras (R$2000,00 reais) para voar para a capital.&lt;br /&gt;Assim, os turistas europeus acabam por não colocar o Brasil nas suas listas de férias de verão e vôam para Tokyo para usufruir a paz social em meio ao caos da superpopulação japonesa, afastando-se das duas únicas realidades brasileiras que os gringos conhecem: 'Cidade de Deus', o fime que colocou a corda no pecoço do turismo brasileiro e 'Tropa de Elite', o filme que vai puxar o banquinho exterminando-o completamente.&lt;br /&gt;Ninguém vai para o Brasil hoje em dia. Nosso multiculturalismo é basicamente interno. Brasileiros de todas as partes se apinham nos grandes centros criando uma ligação quase que inseparável entre o baião e o chimarrão e o moog e o violão nos pagos do meu sertão. O único multiculturalismo externo ao qual somos expostos é o anglo-saxão que nos é imposto pela mídia para ajudar e drenar nossos reais magrinhos de nossos bolsos levinhos. Eu, como bom brasileiro, sou mais uma presa desse 'multi'culturalismo imposto. Sou uma vítima incurável do Rock&amp;amp;Roll. E com orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem realizei um sonho que jamais houvera sonhado. Convidado para começar um novo projeto de gravação em estúdio, adentrei estupidamente desinformado no que vem a ser conhecido como 'Britannia Row Studios'.&lt;br /&gt;Percebi imediatemente que não se tratava de qualquer fundo de quintal chinfrim pela quantidade estúpida de aparelhagem enfileirada nas paredes ao lado de uma mesa Neve 5116 de 64 canais que jamais foi desligada e que, se fosse, levaria pelo menos três meses para reaquecê-la o suficiente para se extrair um som razoável.&lt;br /&gt;O reverb da mesa era um 'Plate' legítimo: em uma sala isolada anexa encontrava-se uma enorme placa de metal, um microfone e uma caixa de som e a reverberação e a tensão da placa de metal eram totalmente automatizadas na mesa. As referências do estúdio também eram impecáveis: Supergrass, Kylie Minogue, Plant&amp;amp;Page, Bjork, Snow Patrol e muitos outros gravaram seus últimos albuns alí.&lt;br /&gt;No entanto,  minha mandibula começou a cair realmente quando começou-se a falar em valores. Além dos monitores N10 tradicionais da Yamaha, o studio fornecia monitores que eles chamam de boxers: duas caixas de 1X1.5 metros de diâmetro, com um design triangular, usado para se testar frequências graves, no valor aproximado de £20 mil libras (R$80 mil reais)... cada um! Pode parecer um exagero, mas as boxers valem o quanto pesam: se você passar do volume recomendado, é muito provável que você passe mal. Não que seus ouvidos possam sangrar, ou coisa parecida, mas o grave das caixas é cientificamente capaz de te fazer cagar nas calças. Não existem limites impressos nas paredes do estudio mas se você se passar, o problema é seu. O estúdio fornece o balde e o esfregão. Apesar de perigoso, as boxers são muito úteis para nós baixistas. Já o porquê de alguém pagar R$160 mil reais pra correr o risco de se cagar na frente de toda a banda e ter que ouvir piadinha pro resto da vida, bem, esse eu já não sei.&lt;br /&gt;Me falaram os valores de muitas outras coisas, todas na mesma faixa de preço, mas a essa altura eu já estava tonto e já havia perdido a capacidade de guardar informações. O valor da mesa eu não quis saber. Interrompí meu guia no meio da sentença e saí batendo pé pois precisava mais do que nunca ver aquela mesa como um amigo, não como um inimigo extra-terreno capaz de arruinar financeiramente a mim e a todas as pessoas a quem me ligo emocionalmente com o simples derramar de um cafezinho. Eu precisava relaxar pra poder cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdadeira mágica aconteceu quando eu descobri QUEM foram os donos daquele estúdio nos anos 70. Precisei de 15 minutos de silêncio para me recuperar do abalo causado pela realização de se estar pisando em solo sagrado. Uma vez passado o espanto, entrei estúdio adentro na compania do  pessoal da minha banda para fazer um dos melhores turismos musicais que já vivenciei, na companhia de nosso guia, Fred, o homem do cafezinho (resolvi fazer um uso mais sabio do cafezinho da empresa). Britania Row foi construido no início da decada de 70 por quatro jovens amantes do rock e precursores do esperimentalismo esotérico conhecidos pelo nome de 'Pink Floyd'. Foi nesse estúdio que foram gravados albuns tais como 'Animals', 'Dark Side of the Moon' e outros. Olha o que eu encontrei perdido alí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzyK3pIA1fI/AAAAAAAAD-0/NklUvG5G70A/s1600-h/pic1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzyK3pIA1fI/AAAAAAAAD-0/NklUvG5G70A/s320/pic1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133130363832423922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esquerda, teclado Hammond de Rick Write, usado para gravar o album 'Animals' no palco. Direita, mesmo teclado sendo vandalisado por um fã inconsequente (note que esse móvel atrás de mim, apesar de se parecer com uma estante para guardar a porcelana chinesa da vovó, é na verdade a caixa Leslie original usada por Rick Write)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzyL1JIA1hI/AAAAAAAAD_E/X0PRSuvPGzs/s1600-h/pic2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzyL1JIA1hI/AAAAAAAAD_E/X0PRSuvPGzs/s320/pic2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133131420394378770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Microfone de gravação de guia, com muito perdigoto do Roger Waters e do David Gilmour. No canto direito, o pré-amp que usei para gravar meu baixo, que pertenceu ao digníssimo Sr. David Gilmour.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzyL1pIA1iI/AAAAAAAAD_M/YlPWt9UPMoE/s1600-h/DSC04070.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzyL1pIA1iI/AAAAAAAAD_M/YlPWt9UPMoE/s320/DSC04070.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133131428984313378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pronto, já ví tudo que queria ver na vida. Posso morrer tranquilo, realisando uma antiga fantasia erótica que envolvia cortar meus pulsos com a mesma gilete usada para contar os tapes do 'Dark Side of the Moon', derramando meu sangue sobre a máquina e sobre os rolos ao som do 'The Final Cut'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Adeus  .&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-7567527330587216242?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/7567527330587216242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=7567527330587216242&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/7567527330587216242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/7567527330587216242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2007/11/multiculturalismo-parte-1-rock-ingls-e_15.html' title='MULTICULTURALISMO (Parte 1) Rock Inglês e o pseudo-&apos;multi&apos;culturalismo Brasileiro'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzyK3pIA1fI/AAAAAAAAD-0/NklUvG5G70A/s72-c/pic1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-2806010421253222410</id><published>2007-10-11T12:58:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T12:49:33.639Z</updated><title type='text'>Voltei! Pra ficar? ...</title><content type='html'>Oi gente! Pasmem! Uma atualizaçao!&lt;br /&gt;Parece que só tenho tempo de escrever no final do ano, quando acaba o verão daqui. O começo do desespero. Escuridão, frio, recessão, depressão, vinho e filosofia barata. Preciso desabafar.&lt;br /&gt;O sol aqui já se pôs e eu ainda não tive forças para levantar e acender a luz. Estou eu cansado, ou seria eu um escravo do sistema?&lt;br /&gt;Esperem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vão ainda. Brincadeirinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias do Rock:&lt;br /&gt;O Led Zeppelin acabou de se reunir após 30 anos para um show exclusivo no O2 Arena. A formação está de volta com Robert Plant nos vocais, Jimmy Page na guitarra, John-Paul Jones no baixo e teclados e Jason Bonham, filho do baterista original, John Bohnam que apesar de não ter o mesmo appeal do pai, é o único baterista capaz de reproduzir o som clássico da bateria de John Bonham.&lt;br /&gt;Maiores informações no site:&lt;br /&gt;http://www.ledzeppelin.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu vou?&lt;br /&gt;Ha! Claro!!!&lt;br /&gt;Que não...&lt;br /&gt;Mais uma vez eu vou estar tocando, provavelmente em um lugar sujo e fedido, pra senhores inglêses de meia-idade completamente bêbados, tendo sua já enorme paixão por Rock aguçada ainda mais pela cachaça (ou deveria eu dizer, cerveja quente?) perdendo o controle e invadindo o palco para tentar brilhar desesperadamente uma última vez na vida, enquanto realiza, ou não, que sua peformance não está lá muito boa, pois não há poder em seus pulmões para fazer as cordas vocais vibrarem e o músculo dos lábios estão um pouco moles e confusos enquanto que seus pulos, que começaram freneticamente agora se resumem a um pêndulo que vai e vem lateralmente, percorrendo um trajeto de aproximadamente 5 cm. Sem contar que os caras só vão dizer pra ele que não se segura o microfone pela cabeça quando o elemento já foi retirado do palco. Sacanagem! Mas até que isso aconteça, muito estrago já foi feito. Cabos quebrados, pedais desconectados e microfones amassados. (suspiros) Deus salve o Rock&amp;amp;Roll e seus dinossauros!&lt;br /&gt;Mas se eu estivesse disponível para atender ao segundo maior evento do Rock mundial, sendo o primeiro a reunião do Pink Floyd no Live8, que eu fui graças a Deus, mas que agora fica injusto com os caras do Led, ainda assim houve um outro 'probleminha': os ingressos custavam o olho-da-cara e acabaram em minutos depois do lançamento.&lt;br /&gt;Como é que eu ia saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava ocupado tentando trazer o leitinho das crianças para casa enquanto o Led Zeppelin sorrateiramente se reunia, pelas minhas costas!&lt;br /&gt;Se eu não estivesse tão cego na minha labuta...&lt;br /&gt;Estou eu cansado, ou seria eu um escravo do sistema???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/R0hG88WnUFI/AAAAAAAAEDM/KxiqnAGNT-8/s1600-h/serrapelada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 513px; height: 342px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/R0hG88WnUFI/AAAAAAAAEDM/KxiqnAGNT-8/s400/serrapelada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136433387823124562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gotha!&lt;br /&gt;Até breve&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-2806010421253222410?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/2806010421253222410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=2806010421253222410&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/2806010421253222410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/2806010421253222410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2007/10/voltei-pra-ficar.html' title='Voltei! Pra ficar? ...'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/R0hG88WnUFI/AAAAAAAAEDM/KxiqnAGNT-8/s72-c/serrapelada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-116316726869314727</id><published>2006-11-10T13:37:00.000Z</published><updated>2006-11-10T19:16:23.423Z</updated><title type='text'>Mídia Católica, Mantos Sagrados quentes</title><content type='html'>&lt;div&gt; &lt;p&gt;Final de semana passada fomos surpreendidos por flashs, explosões e fumaça de  pólvora nos céus da capital Inglesa devido a um ousado atentado terrorista no  Parlamento Britânico. Alguém conseguiu driblar a segurança da mais imponente  construção gótica do Reino Unido, instalando nada menos que trinta e seis barris  de pólvora, num total de uma tonelada, em um dos compartimentos do porão. Ao  contrário do que se imagina, não se tratava de um atentado muçulmano com o  intuito de influenciar o governo instigando pânico na população civil. A trama  foi planejada por católicos romanos extremistas que, ao matar boa parte do  ministério, Primeiro Ministro e a familia Real (todos de origem protestante)  cometendo o temível ato de 'regicídio', pretendiam acabar com o sistema  democrático representado pelo parlamentarismo e eleger um Rei católico tirano. O  arquiteto do plano, &lt;em&gt;Robert Catesby&lt;/em&gt;, um rico e respeitado membro de uma  facção da igreja católica com ideologias similares àquelas da Inquisição  Espanhola, recrutou o ex-militar &lt;em&gt;Guy Fawkes&lt;/em&gt; que foi o responsável pela  execução do atentado. Revolução na Inglaterra!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Muito me admira o assunto não ter sido abordado pela &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;,  &lt;em&gt;IstoÉ&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Fantástico&lt;/em&gt; e programas do  gênero. A princípio imaginei que isso se deve ao fato de a mídia brasileira ser  católica. Todos nós sabemos a quantidade de panos quentes que já foi despejado  pela igreja no intúito de proteger padres pedófilos, pederastas e roubalheiras  em geral. Mas como também sei que nossos meios de comunicação adoram um barraco  e que certamente os repórteres daí se esfaqueariam para ser o primeiro a cobrir  a história,  passei a imaginar que o desinteresse da mídia sobre essa revolução  se deve ao fato de que esse atentado aconteceu em 5 de novembro de 1605. E  falhou. O Rei era &lt;em&gt;James I&lt;/em&gt; e o atentado era mais uma das tentativas de  Contra-Reforma. &lt;em&gt;Guy Fawkes &lt;/em&gt;foi queimado em praça pública para o deleite  dos amantes da liberdade. Os flashs, as explosões e a fumaça de pólvora que  vimos domingo passado eram apenas fogos de artifício comemorando o fracasso da  operação. &lt;em&gt;Bonfire Night&lt;/em&gt;. Uma celebração à democracia onde crianças  correm felizes de um lado para o outro, soltando rojões, jogando biribinha,  pegando fogo, perdendo dedos e acendendo fogueiras onde tradicionalmente se  queimam bonecos de pano artesanalmente fabricados com a aparência de &lt;em&gt;Guy  Fawkes&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;John Lennon&lt;/em&gt;, no album &lt;em&gt;'Plastic Ono Band' &lt;/em&gt;de 1970, escreve  sobre a festividade na faixa número seis. A música se chama &lt;em&gt;'Remember'&lt;/em&gt;  e, de uma forma bizarra, pode ser traduzida assim: &lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;"O balão vai subindo...  vai caindo a garoa... ... São João... São João, ascende a fogueira no meu  coração... óia a coooobra!"&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-116316726869314727?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/116316726869314727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=116316726869314727&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/116316726869314727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/116316726869314727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2006/11/mdia-catlica-mantos-sagrados-quentes.html' title='Mídia Católica, Mantos Sagrados quentes'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-116266465786073872</id><published>2006-11-04T18:15:00.000Z</published><updated>2006-11-04T18:27:26.920Z</updated><title type='text'>Opções de Inverno</title><content type='html'>&lt;p&gt;O inverno está chegando, os dias ficando mais curtos, o sol escasso e com isso uma sombra de depressão vai crescendo sobre Londres. A cidade começa a ser preparada e enfeitada para as festividades de fim de ano. Passear pelo centro admirando as ricas luzes e os enfeites ostentadores das lojas enche os olhos, enquanto que olhar vitrines e produtos desejadíssimos de consumo esvaziam o estômago. O consumismo inglês se limita aos ingleses e a alguns imigrantes bem sucedidos, dentre os quais todos nós, outros imigrantes, sonhamos estar em um futuro próximo. Não há momento mais propício para bater de cara com nossas limitações financeiras e sociais como o Natal. No Ano Novo a cidade oferece uma estonteante queima de fogos de artifício na beira do Tâmisa. &lt;em&gt;Panis et circenses&lt;/em&gt;. Muitos de nós, filhos de Lula, estaremos trabalhando reclusos tentando adivinhar o que se passa no mundo lá fora, enquanto outros esgueirar-se-ão em meio a alguns milhões de filhos de Deus tentando achar um lugar onde se possa assistir ao espetáculo de fogos e respirar ao mesmo tempo. O espetáculo é sempre maravilhoso e se torna centro das conversas no caminho de volta pra casa. Mas a manhã seguinte sempre chega. As três e meia da tarde já é noite e lá se foi o primeiro dia do ano. Uma sucessão de dias cinzentos e curtos passa num piscar de olhos estampando o pensamento 'Estou ficando velho' no meio das nossas testas. Pra evitar cometer suicídio ouvindo &lt;em&gt;Ok Computer&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;Radiohead&lt;/em&gt;, só existem duas opções:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Enfiar a cara no trabalho e tentar esquecer a existência daquele circulo amarelo e brilhante que outrora aquecia nossos dias, tentando encher a carteira com aquele papelzinho retangular com um valor monetário atribuído na esperança de gerar no bolso algum calor que suba e se espalhe para o resto do corpo, aquecendo nossos corações capitalistas;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Cometer suicídio ouvindo &lt;em&gt;The Bends&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The Final Cut&lt;/em&gt; ou algum discurso do&lt;br /&gt;Lula;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Esse ano, mais uma vez tendo optado pela 'Opção de Inverno Número 1', saí em busca de um trabalho extra. Embora existam várias alternativas de busca em websites particulares e do governo, ainda opto pela abordagem de porta em porta. Peguei o ônibus 29 aqui de &lt;em&gt;Finsbury Park&lt;/em&gt;, sem pagar (nem tanto por ter problemas financeiros, mas por sentir ódio absoluto de todos os funcionários da empresa de transportes daqui, a &lt;em&gt;TFL&lt;/em&gt;), e desci em &lt;em&gt;Camden Town&lt;/em&gt; onde imaginei que com meu visual alternativo eu não teria problemas em arrumar trabalho. De fato, meu visual não foi o problema. O problema foi que, na correria, não fiz o meu CV (&lt;em&gt;curriculum vitae&lt;/em&gt;) e pra evitar passar por incompetente resolvi mentir dizendo que eles tinham acabado de acabar, mas que eu teria imenso prazer em retornar no dia seguinte, se isso fosse necessário, para deixar o CV. Infelizmente isso foi necessário e eu me limitei a anotar o endereço de todos os lugares onde haveriam vagas para retornar no dia seguinte. Depois de percorrer todos os lugares interessantes da avenida principal e do mercado de Camden, já pronto pra entrar no metrô, avistei um pub quase na esquina da &lt;em&gt;Camden High Street&lt;/em&gt; com a &lt;em&gt;Parkway &lt;/em&gt;chamado &lt;em&gt;NW1.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fui atendido por um senhor alto e gordo que me pediu o CV. Larguei a ladaínha dos CVs acabados mais uma vez e já me preparei para anotar o endereço do local e adicioná-lo na lista da saga do dia seguinte. Pra minha surpresa, enquanto sacava a agenda do bolso, o senhor me olhou de cima a baixo com cara de aprovação e pediu que eu deixasse o meu telefone. Finalmente uma esperança! Escrevi meus contatos em um pedaço de papel e saltitei para o metrô. Quando saí na estação de &lt;em&gt;Finsbury Park&lt;/em&gt; meu telefone vibrou com uma mensagem de um número desconhecido onde se lia:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;'Você gostaria de ganhar algum dinheiro essa tarde me deixando brincar com seu&lt;br /&gt;corpo?'&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Tonteei. Quem raios estaria fazendo essa brincadeira de mal gosto? Ninguém sabia que eu estava procurando emprego exceto minha esposa. Digitei de volta:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;'Quem raios é você?'&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Alguns segundos depois meu telefone vibra novamente com a mensagem:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;'Desculpa... acho que digitei o número errado'&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Ahãm... isso confirmava todas as minhas dúvidas. Só podia ser o gerente gordo e pervertido do NW1. Tapado de nojo digitei:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;'Sim! Você digitou o número errado!'&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;E fui pra casa sem emprego e sem esperanças. Contei o acontecido para minha esposa e tentamos ver o lado engraçado da situação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dia seguinte, numa seção de fotos com a Mantango (minha banda, por acaso, http://www.myspace.com/mantango) nos arredores do aeroporto de Londres, do lado leste da cidade, contei o acontecido numa roda com os músicos, técnicos, camera e fotógrafo. Pra fechar o caso com chave de ouro passei meu celular com a mensagem pornográfica de mão em mão. Enquanto o celular passava, iamos desviando o assunto de volta ao trabalho e eu perdi o telefone de vista. O último a receber o telefone foi Albert, um dos técnicos. Por estar desatento durante a minha narrativa ele não entendeu a gravidade da situação e achou que seria muito engraçado responder a mensagem dizendo 'Sim'. Quando recebi de volta o celular, ele já estava vibrando com uma nova mensagem do gordo pervertido que dizia: &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;'Como assim, sim?'&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Ouvindo o técnico cacarejar comecei a realizar o que tinha acontecido. Meu mundo começou a rodar e somente minha cara de pânico fez com que a alegria do Albert acabasse. Vozes na minha cabeça ecoavam com a voz da minha esposa me repreendendo, quebrando tudo e indo embora de casa com o coração partido e a certeza de que seu marido dava o cu pra levantar uns trocos. Eu podia ignorar tudo e deletar as mensagens, mas ele certamente ia me contactar de novo e obviamente seria durante alguma sessão romântica de cinema em casa, entre uma pipoca e outra. Incomodação desnecessária. Repirei fundo, pensei rápido e digitei:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;'Sim, VOCÊ DIGITOU O NÚMERO ERRADO!'&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Será que eu encontro algum discurso do Lula no &lt;em&gt;Youtube&lt;/em&gt;?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-116266465786073872?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/116266465786073872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=116266465786073872&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/116266465786073872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/116266465786073872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2006/11/opes-de-inverno.html' title='Opções de Inverno'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-116215403149262331</id><published>2006-10-29T20:28:00.000Z</published><updated>2008-12-11T12:49:33.826Z</updated><title type='text'>Syd Barrett</title><content type='html'>Roger Keith (Syd) Barrett, nascido em Cambridge, Inglaterra, em 1946, foi o fundador da maior banda de rock progressivo da história. Foi ele quem deu o nome de 'Pink Floyd' à banda e compôs o primeiro album 'The&lt;a href="http://guigoiaba.spaces.live.com/wiki/The_Piper_at_the_Gates_of_Dawn"&gt; Piper at the Gates of Dawn&lt;/a&gt;'. Sua performance e experimentalismo com dissonâncias, distorções, feedbacks e câmeras de eco era seguida de perto por um respeitável secto com sede de inovação. Dentre seus admiradores, um afro-americano que jamais se ausentava das apresentações da banda no clube UFO em Londres. Seu nome, Jimi Hendrix. Outros artistas também assumem terem sido influenciados por Crazy Diamond (apelido dos idos de colégio), entre eles Paul McCartney, &lt;a href="http://guigoiaba.spaces.live.com/wiki/Pete_Townshend"&gt;Pete Townshend&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://guigoiaba.spaces.live.com/wiki/Jimmy_Page"&gt;Jimmy Page&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://guigoiaba.spaces.live.com/wiki/David_Bowie"&gt;David Bowie&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://guigoiaba.spaces.live.com/wiki/Brian_Eno"&gt;Brian Eno&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Depois de dois anos em tour com a banda, Syd, considerado por muitos até hoje como 'O Pai da Psicodelia', começa a apresentar sinais graves de doença mental provavelmente causada pelo consumo excessivo de LSD. Com a doença se agravando, a banda recruta David Gilmour, amigo de infância de Syd e Waters (baixista), para substituí-lo. Em 1967 Syd é obrigado a se internar e se torna recluso. O album 'Dark Side of the Moon' que fala sobre loucura e sobre o desconhecido foi a primeira tentativa da banda em lidar com a perda do amigo. Em 1975 a banda gravou todo um album (Wish You Were Here / Queria que você estivesse aqui) em homenagem ao seu ex-frontman. Syd passou os últimos 20 anos de sua vida em um pequeno sobrado em Cambridge, na compania de sua mãe. Em 7 de julho de 2006 Syd perde a batalha contra o câncer no pâncreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a partir desse dia que eu e minha digníssima esposa passamos a invadir sites super-mega-ultra-hyper-secretos, respeitosamente, na tentativa de achar o endereço preciso da pocilga onde o gênio inspirador do passado viveu e padeceu. Depois de alguns dias a busca rendeu seus frutos. Organizamos a procissão e nos tocamos para Cambridge. Na chegada compramos um mapa turístico da cidade e começamos a jornada. O mapa não era claro, mostrava apenas os pontos básicos e se limitava ao centro da cidade. Depois de muitas informações disconexas conseguimos entrar num ônibus que nos levaria para algum lugar nos arredores da rua do sobrado. Na entrada do ônibus, perguntei ao motorista se ele sabia onde era a rua 'X'. Ele não fazia a menor ideia e não estava com a menor vontade de ajudar. Pra quebrar o gelo, imendei com um sorriso largo: 'Vou visitar a casa do Syd Barrett!', esperando que ele desabrochasse e dissesse algo parecido com 'Ahhhhh... porque não falou antes???' . Ao invéz de desabrochar, seu rosto, que ainda estava virado para mim, se contorceu de nojo e seu olhar foi lentamente desviando de mim para algum lugar no céu e de volta à estrada, numa expressão aterrorizada onde se lia: 'N-u-n-c-a o-u-v-i f-a-l-a-r!!!'. Dando de ombros, arrancou o ônibus bruscamente desmanchando meu sorriso e meu equilíbrio, me fazendo rodopiar e me obrigando a dar passos largos para continuar de pé. Com três passos recuperei o equilibrio. Mas precisaria de muitos mais para recuperar o sorriso. Descemos do ônibus em qualquer lugar e começamos a andar a esmo na esperança de encontrar uma placa onde se pudesse ler: 'Casa do Syd Barrett'. Mesmo sabendo da improbabilidade disso acontecer e tendo lido vários relatos que descreviam a maneira como os moradores vizinhos de Syd costumavam dar informações erradas para proteger a privacidade desse honorável e atormentado cidadão, a esperança era a última que morria. Decidimos não mais mencionar seu santo nome em vão. Algum tempo passado achamos uma agência do correio onde nos informaram a localização exata da rua. Findados nossos problemas, saltitamos serelepemente rumo ao nosso alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente ao pequeno e modesto sobrado, estáticos, um misto de emoção e tristesa se abatia sobre nós. Dentro da minha cabeça, ao som de Astronomy Domine, cruzavam-se pensamentos confusos: 'Pobre Syd... merecia uma casa melhor...', 'AHÁÁÁ!!! ACHEI!!! Foda-se aquele motorista de ônibus pau-no-cu ateu pecador e desgraçado!!!', 'Pobre Syd, morreu... ', 'Foda-se todo mundo que não sabia (ou não queria) me dar informação! ACHEIII!!!'. Recuperados do impacto, passamos a fotografar a casa e posso jurar que, quando me posicionei pra tirar a clássica foto segurando a maçaneta da porta de entrada, senti uma forte vibração subindo pelo metal frio que me fez tremer. Muito provavelmente a vibração estava viajando no sentido contrário. Era eu quem tremia e chacoalhava a maçaneta. Mas Syd Barrett merece um pouco de romantismo depois de ter feito tanto e de ter acabado com tão pouco. Passeamos pelos arredores e nos preparamos para ir quando notamos, na casa ao lado, a presença de um senhor idoso de aparência desconfiada sentado no jardim consertando um sapato. O rosto da minha esposa se iluminou prontamente enquanto o meu murchava, já sabendo o que ela queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ela: 'Vai lá! Fala com ele! Pergunta se ele conhecia o Syd Barrett!'.&lt;br /&gt;Eu: 'Nunca! Ele vai me xingar!'.&lt;br /&gt;Ela: 'Não vai xingar nada! Vai lá!'.&lt;br /&gt;Eu: 'Vai você! Esqueceu o que a gente leu sobre os vizinhos deles???'.&lt;br /&gt;Ela: 'Deixa de ser bobo! Se ele não quiser falar ele não fala!'.&lt;br /&gt;Eu: 'Se você tá tão tranquila quanto a isso, porque não vai???'.&lt;br /&gt;Ela: 'Então vou eu!'.&lt;/blockquote&gt;Enquanto ela se virava e começava a caminhar na direção do velhinho com cara de mau-humorado, eu olhava em volta na esperança de encontrar um arbusto qualquer onde eu pudesse me jogar. Ela vai ser mal tratada, vai voltar mal-humorada e ainda vai ouvir um 'Eu disse!', pensava eu, sem respirar. Infelizmente não consegui correr a tempo e fui obrigado a assistir (sem som, devido à distância) a trágica abordagem. Ao ouvir o chamado (presumo), o senhor levanta os olhos e deixa cair o sapato. Levanta-se num pulo e caminha na direção da minha esposa, para meu espanto, abrindo um enorme sorriso. Os dois começam a conversar entusiasticamente e eu, agora envergonhado por outros motivos, começo a andar na direção deles com passinhos de formiga e cara de tacho, tentando parecer casual. Comprimento o agora bom velhinho tentando evitar olhar diretamente para minha esposa. De canto de olho, no entanto, percebo um sorriso sarcástico me dizendo 'Eu disse!'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velhinho, que se chamava David (mas não era o Gilmour), nos contou que Syd era muito quieto e nem sempre gostava de visitas. Contou que ele não gostava de falar sobre o Pink Floyd pois isso o machucava (ele tinha completa noção da perda que a esquizofrenia lhe impôs). Contou que após sua morte a casa foi vendida em leilão por quase £800.000 (quase 3 milhões e meio de reais) para algum Pink Floyd maníaco e que suas bicicletas também estavam atingindo valores astronomicos no e-bay. Em quase meia hora de conversa ele desmistificou a imagem de louco babão que o mundo ainda faz dele. Nos despedimos e saltitamos para o centro da cidade com a sensação de dever cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzysMZIA1lI/AAAAAAAAEAA/x83fWypumio/s1600-h/DSC02206.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzysMZIA1lI/AAAAAAAAEAA/x83fWypumio/s400/DSC02206.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133167004198426194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De volta em casa coloquei a foto do sobrado no display do meu MSN e a frase: 'Eu fui na casa do Syd Barrett!!!'. Dia seguinte fui bombardeado com mensagens de amigos dizendo: 'N-u-n-c-a o-u-v-i f-a-l-a-r-!-!-!&lt;br /&gt;Que Deus tenha piedade de vós, ó pecadores!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-116215403149262331?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/116215403149262331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=116215403149262331&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/116215403149262331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/116215403149262331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2006/10/syd-barrett.html' title='Syd Barrett'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/RzysMZIA1lI/AAAAAAAAEAA/x83fWypumio/s72-c/DSC02206.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36596940.post-116179683646175770</id><published>2006-10-25T18:19:00.000+01:00</published><updated>2006-10-25T18:35:11.276+01:00</updated><title type='text'>Copy/Paste</title><content type='html'>E aqui estou eu. De novo.&lt;br /&gt;Embora acredite que depois de tantos blogs começados e mal-acabados ninguém vai levar esse aqui à sério, aqui estou eu. De novo (de novo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dois motivos pra começar a escrever um blog:&lt;br /&gt;O primeiro é o motivo estético e proforme. O motivo bonito. Contar minhas viagens pelo mundo, conquistas e derrotas (derrotas essas que sempre serão contadas com um tom de sabedoria e dignidade) e, naturalmente, para contar qualquer outra historia que seja capaz de gerar inveja ao próximo.&lt;br /&gt;O segundo é o motivo verdadeiro: imitar meu irmão.&lt;br /&gt;Mesmo blogger, mesmo layout, mesmo estilo e um título fazendo alusão a alguma música dos Beatles.&lt;br /&gt;Não preciso dizer o quão dificil foi achar um título disponível no blogger. Primeiro tentei 'A Day in the Life'. Clássico! Ultima música do 'Sgt. Pepper's' e título perfeito pra um blog! Tão perfeito que já estava sendo usado. Tentei 'Nowhere Man' que representaria meus sentimentos de imigrante fudido e mal pago e ainda supriria minha necessidade de imitar meu irmão-herói. Usado. Tentei 'Magical Mystery Tour', já que pretendia contar minhas aventuras viajando. Usado. 'Here Comes the Sun', usado. 'In My Life', usado. Já desanimando, tentei 'Hello Goodbye', prevendo que meu blog morreria antes mesmo de ser iniciado. Usado!&lt;br /&gt;Ficou obladioblada mesmo. Ninguém seria idiota de criar um blog com esse nome. A quantidade de hífens em lugares inusitados é tão grande que inviabiliza completamente a divulgação de boca em boca. Eu mesmo não sei. Afinal, qual é a unica maneira de acessar o blog corretamente? Copy/Paste. Agora você sabe. Divulgue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, aqui estou eu de novo. De novo. Tudo igualzinho ao meu irmão. Bom, nem tudo. Afinal, qual é a única maneira de escrever tão bem quanto ele? Agora você sabe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36596940-116179683646175770?l=ob-la-diob-lada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/feeds/116179683646175770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36596940&amp;postID=116179683646175770&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/116179683646175770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36596940/posts/default/116179683646175770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ob-la-diob-lada.blogspot.com/2006/10/copypaste.html' title='Copy/Paste'/><author><name>Guilherme Aguiar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14939904075945957710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dFWbq9DU0hA/SvlW5Uy9BgI/AAAAAAAAJdQ/PMO5XZmtm1g/S220/DSC00032.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
